A morte de Oscar Schmidt provocou forte comoção no mundo do esporte e mobilizou homenagens de peso, incluindo um reconhecimento público da NBA, que destacou a dimensão histórica do maior nome do basquete brasileiro. Em nota oficial, a liga lamentou a perda do “eterno Mão Santa”, ressaltando sua trajetória singular e o impacto duradouro de sua carreira, marcada por escolhas que desafiaram a lógica do esporte profissional.
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Uma das homenagens mais emblemáticas associadas à trajetória de Oscar veio anos antes, em vida, pelas palavras do vice-presidente da NBA na América Latina, Arnon de Mello. Na ocasião, ao reverenciar a carreira do “Mão Santa”, Arnon destacou, em mensagem enviada ao jogador, o peso das escolhas que definiram seu legado, especialmente a decisão de abrir mão da NBA para seguir defendendo a Seleção Brasileira:
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“Quando você escolhe do seu jeito, tudo vira sua responsabilidade. Cada gota de suor. Cada lágrima. Cada frustração e cada alegria. Você escolheu seus adversários. Escolheu fazer o seu caminho. Escolheu ouvir a vida inteira: por que você nunca jogou na NBA?”, escreveu ele.
Em seguida, transformou essa ausência histórica em reconhecimento simbólico, em um gesto que ganhou ainda mais significado com o passar dos anos:
“Há 33 anos, você foi convidado para jogar na NBA. Mas você precisou abrir mão desse sonho para seguir jogando com a seleção brasileira. Hoje, temos o prazer de refazer o convite. Antes, para um garoto de 26 anos. Hoje, para um Hall of Fame do basquete mundial. Oscar, seja bem-vindo à NBA.”
Oscar Schmidt foi introduzido no Hall da Fama em 2013, tornando-se um dos raros brasileiros a alcançar tal distinção, ao lado de Ubiratan Pereira Maciel e Hortência Marcari. A honraria consolidou internacionalmente uma carreira construída à margem da NBA, mas jamais à margem da grandeza.
O ex-jogador morreu nessa sexta-feira (17), aos 68 anos, vítima de parada cardiorrespiratória. Sua trajetória permanece como um dos capítulos mais contundentes da história do esporte brasileiro.



