Moradores dos Flexais, em Maceió, participaram de uma audiência pública para discutir os desdobramentos da decisão do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5), que trata da realocação e do pagamento de indenizações por danos morais e materiais às famílias atingidas pela mineração da Braskem.
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O encontro reuniu cerca de 300 a 350 pessoas e contou com a presença da Defensoria Pública e de representantes de movimentos sociais. A audiência teve como objetivo informar os moradores sobre o andamento da ação judicial e ouvir relatos sobre os impactos enfrentados na região.
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De acordo com lideranças comunitárias, a maioria dos moradores não deseja permanecer no local. A estimativa é de que entre 80% e 90% das famílias que ainda vivem no Flexal defendem a saída definitiva da área.
A ação movida pela Defensoria Pública avançou no TRF-5 e segue agora na Justiça Federal em Alagoas, onde entra na fase de produção de provas. A expectativa dos moradores é que o Judiciário leve em consideração a realidade enfrentada pela população.
Segundo representantes do movimento de vítimas, cerca de 3 mil pessoas ainda vivem no bairro, o equivalente a aproximadamente 812 famílias. A comunidade relata que o local sofreu forte esvaziamento nos últimos anos, o que impactou diretamente a economia e a qualidade de vida.
Moradores afirmam que projetos de requalificação não atendem às necessidades da região e reforçam que a principal reivindicação é a realocação, acompanhada do pagamento das indenizações previstas.
Ao fim da audiência, a expectativa é de que o processo avance e resulte em soluções efetivas para as famílias afetadas.


