Cláudia Pollyanne: Justiça mantém prisão de proprietária de clínica de reabilitação


Família questiona circunstâncias da morte de paciente. Fonte: Cortesia

A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça negou mais uma vez o pedido de liberdade a empresária Jéssica da Conceição Vilela, proprietária da clínica de reabilitação onde a esteticista Cláudia Pollyanne Farias de Sant’Anna, de 41 anos, faleceu em agosto do ano passado.  O pedido de habeas corpus foi impetrado pela defesa de Jéssica da…

A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça negou mais uma vez o pedido de liberdade a empresária Jéssica da Conceição Vilela, proprietária da clínica de reabilitação onde a esteticista Cláudia Pollyanne Farias de Sant’Anna, de 41 anos, faleceu em agosto do ano passado. 

O pedido de habeas corpus foi impetrado pela defesa de Jéssica da Conceição e julgado na manhã desta quarta-feira, 22. Durante a análise, os desembargadores – João Luiz Azevedo Lessa, Domingos de Araújo Lima Neto, Ivan Vasconcelos Brito Júnior e Fábio Costa de Almeida Ferrario – decidiram por unanimidade manter a prisão preventiva da ré por entenderem que não há requisitos legais suficientes que justifiquem sua soltura. Com isso, Jéssica da Conceição segue presa bem como seu esposo, Mauricio Anchieta.

O casal é acusado de homicídio qualificado e sequestro com cárcere privado qualificado, em concurso de crimes após a família de Cláudia Pollyanne questionar o motivo de sua morte. A Polícia Civil passou a investigar o caso e descobriu-se que a vítima tinha sofrido agressões e intoxicação por medicamentos.

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Entenda o caso

A morte de Cláudia Pollyanne gerou forte comoção e abriu uma série de investigações desde agosto do ano passado. A esteticista morreu no dia 9 daquele mês enquanto estava internada na clínica. Pouco depois do fato, a família contestou as circunstâncias do óbito.

Familiares relataram à polícia que Cláudia apresentava hematomas pelo corpo e um ferimento no rosto. A equipe médica da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) para onde ela foi levada afirmou que ela já estava morta havia, pelo menos, quatro horas quando chegou ao local.

Dias após o caso vir à tona, a Polícia Civil prendeu a proprietária da clínica, que resistiu à abordagem e acabou conduzida ao Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp) de Marechal Deodoro. As investigações policiais apontaram ainda que a clínica funcionava de forma irregular, sem autorização necessária, e vinha liberando pacientes às pressas após a repercussão do caso.

O laudo cadavérico divulgado pelo Institito Médico Legal (IML) indicou que a esteticista de 41 anos sofreu agressões e intoxicação medicamentosa. O exame, realizado pelo perito médico-legista Lucas Emanuel, indicou múltiplas lesões externas distribuídas por diferentes regiões do corpo e em estágios evolutivos variados. As marcas mais recentes estavam localizadas na face, com destaque para uma extensa equimose no olho direito.

Após o processo investigatório, o Ministério Público de Alagoas ofertou denúncia contra o casal e a tia da vítima. O pedido foi aceito pela Justiça alagoana, que tornou os três réus no processo.

Os proprietários de uma clínica terapêutica respondem por homicídio qualificado e sequestro com cárcere privado qualificado, em concurso de crimes. Já a tia de Cláudia Pollyanne foi denunciada por sequestro ou cárcere privado qualificado, cometido em concurso de pessoas.

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