STJ manda soltar MC Ryan SP, MC Poze do Rodo e dono da Choquei presos pela PF em esquema de R$ 1,6 bilhão


MC Ryan SP STJ manda soltar funkeiro preso pela PF em esquema de R$ 1,6 bilhão — Foto: Reprodução/Redes sociais

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) mandou nesta quinta-feira (23) soltar o funkeiro MC Ryan SP, que foi preso no dia 15 em uma operação da Polícia Federal. Ele está no Centro de Detenção Provisória Belém, na Zona Leste de São Paulo. Na sua decisão, o ministro do STJ Messod Azulay Neto, relator do caso,…

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) mandou nesta quinta-feira (23) soltar o funkeiro MC Ryan SP, que foi preso no dia 15 em uma operação da Polícia Federal. Ele está no Centro de Detenção Provisória Belém, na Zona Leste de São Paulo.

Na sua decisão, o ministro do STJ Messod Azulay Neto, relator do caso, afirma que o habeas corpus vale também para os demais presos na operação que se encontrarem em situação semelhante. Entre os alvos que devem ser beneficiados estão MC Poze do Rodo e os influencers Chrys Dias e Raphael Sousa Oliveira, criador da página Choquei.

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Eles são acusados de fazer parte de um esquema suspeito de lavar mais de R$ 1,6 bilhão por meio de bets ilegais, rifas clandestinas, tráfico internacional de drogas, empresas de fachada, laranjas, criptomoedas e remessas para o exterior.

No habeas corpus, o magistrado argumenta que considera ilegal a decisão judicial que decretou prisão temporária de 30 dias porque a própria PF tinha solicitado à Justiça prisão de apenas cinco dias, prazo que já passou.

Em nota, o advogado Felipe Cassimiro, que faz a defesa do MC Ryan SP, disse que a decisão reconhece a “ilegalidade das prisões de MC Ryan, Diogo 305 e dos demais investigados no âmbito da Operação Narco Fluxo” e que “a consequência natural e jurídica desta decisão é a revogação da prisão, medida que decorre diretamente da própria decisão ao ser reconhecido o erro no prazo fixado para a prisão temporária”.

Em uma rede social, Cassimiro também postou a decisão e comemorou: “Fizemos história. Obrigado, Deus!”

A Operação Narco Fluxo foi resultado de uma investigação que começou muito antes dos mandados de busca e prisão.

Segundo a Polícia Federal, o ponto de partida foi a análise de arquivos armazenados no iCloud, sistema de armazenamento em nuvem da Apple, do contador Rodrigo de Paula Morgado, obtidos durante uma operação anterior, a Narco Bet, que já era derivada da Operação Narco Vela, ambas deflagradas em 2025.





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