Uma cadela da raça Rottweiler, de aproximadamente 1 ano, morreu nessa sexta-feira (24/4) após ser baleada na cabeça por um vizinho da casa onde morava com o tutor. Segundo relatos, o suspeito é um tenente aposentado, que já tinha costume de “provocar” cães no bairro. O caso ocorreu na zona oeste de São Paulo, por volta das 20h30.
No momento da ocorrência, o homem teria incentivado os próprio cachorros — dois animais de porte pequeno — a se aproximarem da residência. A Rottweiler, então, ficou latindo, batendo a cabeça no portão e conseguiu abri-lo.
“Ele foi direto no meu portão, pra deixar o cachorro [dele] cheirar. Aí no momento eu falei ‘moço, não’, aí já era. Aí não dá tempo. Não dá tempo de eu pegar. Eu acho que ele já tava com a arma na mão”, lamentou o tutor da cachorra morta, em vídeo (veja acima).
No entanto, ao conseguir sair de casa, de acordo com relatos, a cadela não teria chegado a avançar no ex-tenente nem no nos cachorros.
“Não tem mordedura, não tem nada que mostre aparentemente ali alguma agressão da parte dela”, destaca Giuliana di Schiavi, advogada animalista que esteve na cena do crime.
“O cara não deixou ele [o tutor] fazer a contenção e deu três tiros ali, à queima a roupa. E a perícia inclusive veio e comprovou: é um tiro separado do outro; um pegou no chão, ela se afastou, mas mesmo assim ele ainda deu dois tiros na cabeça da cadela. A cadela veio a falecer depois de alguns metros que ela andou ali para baixo, e depois disso ele ainda apontou a arma pro dono da cachorra e os rapazes que moram na mesma casa”, detalha ao Metrópoles.
Na análise da advogada, a situação poderia ter sido evitada de várias outras formas. “Não havia necessidade nenhuma desse exagero, já que a cachorra estava com uma coleira de pescoço. O dono saiu na mesma hora, conseguiria fazer a contenção dela de forma fácil, inclusive uma asfixia mecânica se fosse o caso, mas ainda assim ele [o vizinho] optou por não deixar o dono pegar a cachorra”, completa di Schiavi. “Não tem justificativa.”
De acordo com a advogada, o próprio tenente que atirou acionou a polícia e registrou um boletim de ocorrência. A reportagem procurou a Secretaria da Segurança Pública (SSP), mas não obteve retorno, até a última atualização desta reportagem.


