O Ministério Público do Estado de Alagoas ofereceu denúncia criminal contra 16 investigados pela prática de crimes relacionados à atuação de organização criminosa estruturada para o desvio de recursos públicos, por meio de “rachadinha”, lavagem de capitais, falsidade ideológica eleitoral, apropriação de verbas de campanha e falsidade ideológica em documento público supostamente comandada por vereador…
O Ministério Público do Estado de Alagoas ofereceu denúncia criminal contra 16 investigados pela prática de crimes relacionados à atuação de organização criminosa estruturada para o desvio de recursos públicos, por meio de “rachadinha”, lavagem de capitais, falsidade ideológica eleitoral, apropriação de verbas de campanha e falsidade ideológica em documento público supostamente comandada por vereador do município de Maceió.
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A denúncia foi recebida pela juíza da 54ª Zona Eleitoral, que tornou os investigados réus. Segundo a denúncia, o esquema teria atuado entre 2018 e 2025, com utilização de cargos comissionados, contas-correntes de passagem, saques fracionados em espécie, transferências dirigidas e ocultação patrimonial para beneficiar o núcleo político-familiar e abastecer despesas privadas e eleitorais não declaradas.
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A investigação foi amparada em vasto acervo probatório, formado por quebras de sigilo bancário, análises financeiras, extrações de dados telemáticos, diálogos e áudios obtidos em aparelhos celulares, documentos apreendidos, planilhas de pagamentos, registros funcionais, elementos eleitorais e outros dados periciais produzidos no curso da investigação.
O esquema teria movimentado mais de R$ 2,8 milhões de reais por meio de repasses, saques, pagamentos de aluguel, despesas com veículos e despesas eleitorais paralelas, além da apreensão de documentos, mídias, numerário em espécie e planilhas relacionadas a gastos não declarados.
A operação Falácia, da Polícia Federal, foi deflagrada em abril do ano passado. Alvo da investigação, o vereador Siderlane Mendonça gravou um vídeo, em Brasília, alegando que era alvo de uma perseguição. O edil chegou a ficar 75 dias afastado da Câmara de Maceió, mas voltou a exercer seu mandato após decisão do Tribunal Regional Eleitoral.
A reportagem do Alagoas 24 horas entrou em contato com a assessoria do vereador que informou que como o edil não foi citado nominalmente, não tinha porque se manifestar sobre a denúncia.
O Ministério Público ressalta que o oferecimento da denúncia decorre da existência de absoluta justa causa e de elementos informativos robustos colhidos na investigação da Polícia Federal, cabendo ao Poder Judiciário o processamento da ação penal, com plena observância do contraditório e da ampla defesa.
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