Integrantes do governo Lula articulam a votação da chamada Lei Geral da Copa de 2027 já na próxima quinta-feira (30/4).
À coluna, o ministro do Esporte, Paulo Henrique Cordeiro, disse que o Brasil precisa alinhar regras e compromissos para receber o Mundial Feminino da FIFA.



Jogadoras da Seleção Brasileira Feminina de futebol
Lívia Villas Boas/Staff Images/CBF


Em amistoso no México, a Seleção Brasileira Feminina enfrentou a Venezuela
Reprodução/Instagram/femeninofvf
“Queremos votar no dia 30, durante a sessão que será realizada. O projeto foi enviado pelo presidente no mês passado. É um PL qeu ninguém deve se opor, pois apoia o futebol feminino”, declarou o ministro.
Como mostrou o Metrópoles, o texto elaborado pelo governo prevê um reconhecimento financeiro às jogadoras que disputaram o torneio internacional de 1988, realizado na China, considerado o primeiro campeonato mundial da modalidade.
Cada uma das 18 atletas que conquistaram o bronze deve receber R$ 500 mil, em uma espécie de reparação histórica.
No caso de duas goleiras já falecidas, o valor será destinado às famílias. A conta fecha em R$ 9 milhões, que vão sair do orçamento do Ministério do Esporte.
A proposta também reúne o chamado “pacote Copa”, com medidas que vão de segurança nacional a regras especiais de trabalho durante o torneio, passando por facilitação de vistos e diretrizes sobre preços de ingressos.
Esse um modelo semelhante ao adotado em grandes eventos anteriores, agora adaptado à realidade do futebol feminino.
O texto também disciplina questões operacionais, como a possibilidade de decretação de feriados nos dias de jogos da seleção brasileira, ajustes nos calendários escolares e normas sobre publicidade, patrocínio e exploração comercial associadas ao torneio.



