O cenário para o Senado em Alagoas mudou nas últimas semanas, mas Davi Davino Filho (Republicanos) decidiu manter seu projeto. Pressionado por diferentes grupos e alvo de convites para outras disputas, ele mantém a candidatura e repete o que já disse mais de uma vez: não abre mão.
“Só Deus ou a direção do partido me tira da disputa”, afirmou em entrevista recente ao blog.
Desde então, as tentativas aumentaram. Davi já foi sondado para disputar o governo, compor como vice e disputar vaga na Câmara Federal. Em todos os casos, a resposta foi a mesma: não.
O plano segue ser candidato ao Senado.
A definição da legenda, que era um problema no início, foi resolvida com a garantia do presidente do Republicanos, Marcos Pereira. A partir daí, o movimento passou a ser outro: tirar Davi do jogo ou reposicioná-lo dentro de uma chapa.
Não funcionou. Mesmo com o cenário ainda indefinido, especialmente na oposição, Davi optou por esperar. Evita se expor, mantém agenda discreta e aguarda a formação das chapas majoritárias. Estratégia. E cálculo.
A leitura é simples: dependendo de quem for candidato ao governo — e principalmente de quem não for —, o espaço pode se abrir. Sem um nome dominante na capital, a disputa tende a fragmentar. E é aí que ele aposta.
“Hoje o caminho é fortalecer o projeto, ouvir as pessoas e manter coerência com o que sempre foi defendido”, disse.
Ao mesmo tempo, mantém a linha política já estabelecida. Condiciona alianças e cobra posicionamento claro de possíveis parceiros. “Nós estamos onde sempre estivemos?”, questionou recentemente. Davi não recua. E segue no jogo, esperando o cenário se definir para medir o tamanho real da sua candidatura.


