Embora rejeitem uma declaração pública de Donald Trump em apoio a Flávio Bolsonaro (PL-RJ), lideranças bolsonaristas avaliam que duas agendas do governo americano poderão ajudar o senador nas eleições presidenciais no Brasil.
A primeira agenda, dizem esses bolsonaristas, seria o retorno da Lei Magnitsky contra o ministro do STF Alexandre de Moraes. A outra seria a classificação do PCC e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas pelo governo Trump.

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Hugo Barreto/Metrópoles

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Chip Somodevilla/Getty Images

A avaliação de caciques bolsonaristas é de que essas duas agendas ajudariam a fortalecer o discurso do filho mais velho de Jair Bolsonaro para a campanha e, consequentemente, a angariar votos em uma parcela do eleitorado.
Como noticiou a coluna, aliados de Flávio admitem que a reaplicação da Lei Magnitsky contra Moraes não será algo trivial. Isso porque, embora não seja mais necessária uma etapa técnica, a medida depende de uma ordem de Trump revertendo sua própria decisão.
O governo Trump aplicou a Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes em 30 de junho de 2025, mas revogou a medida pouco mais de cinco meses depois, em 12 de dezembro. A sanção restringe transações financeiras e acesso a serviços americanos.

