O papa Leão XIV afirmou neste domingo (3/5) que a liberdade de imprensa segue sendo desrespeitada em diversas partes do mundo. A declaração foi feita durante a recitação da Regina Coeli, no Vaticano, em referência ao Dia Mundial da Liberdade de Imprensa.
Segundo o pontífice, o direito à informação livre e independente é frequentemente violado. Ele também chamou atenção para os riscos enfrentados por profissionais da comunicação, especialmente em contextos de conflito.
“Infelizmente, este direito é frequentemente violado, por vezes de forma flagrante, por vezes de forma velada. Lembremo-nos dos muitos jornalistas e repórteres que foram vítimas de guerras e violência”, afirmou o papa.
A data também foi lembrada por outras lideranças internacionais. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que a liberdade de imprensa é um dos pilares das democracias e reforçou o compromisso da União Europeia com a proteção de jornalistas.
Já o ministro da Empresa e do Made in Italy, Adolfo Urso, declarou que defender os profissionais da comunicação vai além de uma obrigação moral, sendo um compromisso prático para fortalecer a democracia.
De acordo com levantamento da Repórteres Sem Fronteiras (RSF), de abril deste ano, mais da metade dos países do mundo (52,2%) está em situação “difícil” ou “muito grave” em relação à liberdade de imprensa — o pior índice desde o início da série histórica, há 25 anos.
Confira aqui o Ranking Mundial da Liberdade de Imprensa 2026.


