Como fazer com que mais consumidores experimentem os produtos, mais caros do que os de proteína animal?
Sim, os produtos são mais caros -e isso fica ainda mais evidente no Brasil. Ao redor do mundo, eles têm valores parecidos, mas a nossa proteína animal é mais barata. Aqui, a gente se distancia muito por conta, principalmente, dos incentivos fiscais. A gente mostra isso para o consumidor final, mas sem apontar o dedo.
E essa é nossa tônica: não queremos ser uma marca que fica apontando o dedo para o consumidor. A gente sabe que esses flexitarianos, por exemplo, comem carne. Se você ficar apontando muito o dedo, ele vai falar: “essa marca está muito agressiva para mim, porque no fim eu estou tentando”.
A mudança acontece com um passo de cada vez. A gente brinca muito que a mudança acontece, na verdade, ‘um prato de cada vez’. Você não precisa fazer uma mudança radical. Você não precisa transformar o seu cardápio da noite para o dia. Nesse ponto, a degustação é muito importante para o consumidor conhecer e ir, aos poucos, trazendo isso para a rotina.
Lançamos um livro de receitas para mostrar que, às vezes, as pessoas têm um tabu. Mas o que eu vou cozinhar com plant based? No fim, é a mesma coisa: você faria uma lasanha à bolonhesa -e, agora, faz com a nossa carne moída.
Como foi a entrada da Anitta na sociedade?


