Um incêndio atingiu a Estação Ecológica de Águas Emendadas, em Planaltina, nesta terça-feira (5/5), durante ações de manejo do fogo realizadas pelo Governo do Distrito Federal (GDF). A ocorrência foi registrada no período em que o Instituto Brasília Ambiental (Ibram-DF) executava queimas prescritas na unidade de conservação.
De acordo com o instituto, apesar da intensidade das chamas e da grande quantidade de fumaça, a situação está sob controle e é monitorada continuamente por equipes técnicas. O órgão afirma que o fogo atinge uma área de capim exótico, que tem alta carga de biomassa e, por isso, tende a produzir labaredas mais altas e maior volume de fumaça, o que pode dar a impressão de um incêndio de grandes proporções.
A ação faz parte do Plano de Prevenção aos Incêndios Florestais e tem como objetivo reduzir o material combustível antes do período de seca, quando o risco de queimadas aumenta. Segundo o Ibram, esse tipo de manejo é planejado previamente e integra cenários já previstos no planejamento operacional.
Equipes de brigadistas que estavam de sobreaviso foram acionadas para reforçar o combate, além da mobilização de órgãos que integram o plano de prevenção, como o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA).
O instituto reforça que o objetivo do manejo, realizado em período de maior umidade, é justamente evitar incêndios de grandes proporções durante a estiagem, contribuindo para a proteção do bioma Cerrado.
Como funciona o manejo do fogo no DF
O Instituto Brasília Ambiental realiza, entre maio e junho, ações de queima prescrita em 13 unidades de conservação do Distrito Federal. A medida tem como objetivo reduzir a biomassa, que é a matéria orgânica acumulada e, assim, diminuir o risco de incêndios florestais de grandes proporções durante o período de seca.
Na Estação Ecológica de Águas Emendadas, a previsão é de que o manejo atinja uma área de 102,47 hectares, o equivalente a cerca de 0,9% da unidade, que tem mais de 10 mil hectares. A ação faz parte do Plano Estratégico de Prevenção aos Incêndios Florestais de 2026.
Segundo o instituto, o manejo é realizado em períodos de maior umidade e tem como foco a queima controlada de capins exóticos, como a braquiária, que aumentam a intensidade dos incêndios na estiagem.
As áreas escolhidas também funcionam como faixas de proteção para regiões mais sensíveis, como veredas e matas com vegetação nativa do Cerrado.



