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Jovem monitorado por agências dos EUA é apreendido por crimes cibernéticos em Arapiraca


Investigado é suspeito de disseminar conteúdos de ódio, apologia ao nazismo e mensagens relacionadas a possíveis atos terroristas

Investigado por atos ligados ao extremismo digital é apreendido pela Polícia Civil em AL. Foto: PC/AL

A Polícia Civil de Alagoas cumpriu, no sábado (9), um mandado de busca e apreensão contra um jovem de 18 anos investigado por envolvimento em crimes cibernéticos praticados quando ainda tinha 17 anos. A ação ocorreu em Arapiraca e contou com atuação conjunta das equipes da Delegacia Especial da Criança e do Adolescente e da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher, sob coordenação do delegado Felipe Caldas.

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De acordo com as investigações, o jovem já havia sido apreendido em agosto de 2025 por suspeita de participação em crimes considerados de extrema gravidade, incluindo ameaças direcionadas ao influenciador digital Felipe Bressanim Pereira. Na época, a Justiça decretou a internação provisória do adolescente.

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Após cumprir medida socioeducativa e ser colocado em liberdade, o investigado voltou a utilizar redes sociais, fóruns e plataformas digitais para disseminar mensagens discriminatórias, conteúdos de intolerância religiosa, homofobia e apologia ao nazismo.

Segundo as investigações, também foram identificados atos preparatórios relacionados a possíveis práticas terroristas, o que motivou acompanhamento internacional do caso.

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As informações chegaram às autoridades brasileiras por meio de comunicação interinstitucional com agências de segurança dos Estados Unidos, que monitoravam o teor das mensagens publicadas pelo jovem na internet.

Com o compartilhamento das informações, a Polícia Civil de Alagoas representou novamente pela internação do investigado. O pedido recebeu parecer favorável e a Vara da Infância e Juventude de Arapiraca determinou a internação provisória pelo prazo inicial de 45 dias.

Segundo o delegado Felipe Caldas, o jovem possuía conhecimento avançado em tecnologia e facilidade para se comunicar em outros idiomas, mas utilizava essas habilidades para disseminar conteúdos criminosos e de ódio nas redes sociais.

O comportamento do investigado seguirá sendo acompanhado durante o período de internação, podendo haver reavaliação judicial conforme a evolução do caso.

*Com assessoria



Fonte: Gazetaweb