Belo Horizonte – A Comissão de Diversidade Sexual e de Gênero da 43ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil, Seção de Minas Gerais, e o Conselho Seccional Estudantil da Ordem dos Advogados do Brasil repudiaram uma fala do vereador de Governador Valadares Amaral do Povo (Avante) sobre o também vereador Valdivino Lima (Avante).
Os órgãos irão requerer ao Ministério Público e a Câmara de Governador Valadares a apuração de uma eventual prática do crime de homofobia e que, ao final, sejam tomadas as medidas legais, administrativas e institucionais cabíveis. Também foi manifestada solidariedade ao vereador Valdivino Lima e a comunidade LGBTQIAPN+ do município.
“Valdivino não tem dó nem da bunda dele, vai ter de você?! Faz uma conta, eles são gays. Isso é resposta para você?”, afirmou Amaral durante conversa com o vereador Ley do Mãe de Deus. Os dois fazem parte da Comissão Processante da Câmara Municipal, encarregada de apurar possíveis irregularidades no contrato de transporte escolar.
“O exercício do mandato parlamentar não pode servir como instrumento de propagação do ódio, da intolerância ou da exclusão social. O vereador, enquanto representante legitimamente eleito pelo povo, possui o dever constitucional e ético de atuar em defesa do interesse público, da promoção dos direitos fundamentais e da preservação do respeito institucional, sobretudo em relação às minorias historicamente vulnerabilizadas”, afirmaram, por meio de nota assinada em conjunto, o presidente da Comissão de Diversidade da OAB, Washington Pacheco Souza Fabri Filho, e o Conselheiro do Conselho Seccional Estudantil da OAB, Andrew Carlos Amaral.
A Comissão Processante aprovou, por unanimidade, o relatório do vereador Ley do Mãe de Deus, que aponta como procedente a denúncia por infração político-administrativa contra o prefeito Coronel Sandro (PL). O avançar do processo pode acarretar no impeachment do líder do Executivo municipal.
No áudio encaminhado ao Metrópoles, Amaral do Povo se compromete a pagar um valor a Ley do Mãe de Deus.
“Sou seu amigo, seu irmão, te dou um carro de R$ 100 mil, te dou R$ 200 mil agora. Sou crente, sou seu irmão”, afirma.
Coronel Sandro afirmou que todo o processo está viciado e afirmou que iria denunciar os dois ao Ministério Público.




