ATRASO
Moradores do Tabuleiro do Martins, Antares, Cleto Marques Luz e Cidade Universitária relatam até oito dias sem coleta e denunciam proliferação de ratos, insetos e animais peçonhentos
Moradores de diversos bairros da parte alta de Maceió denunciam atrasos na coleta de lixo e reclamam dos transtornos causados pelo acúmulo de resíduos nas calçadas. Além do mau cheiro, a situação tem provocado preocupação com a proliferação de insetos, ratos e animais peçonhentos.
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No bairro Tabuleiro do Martins, a aposentada Rosângela Monteiro relata que a coleta não é realizada desde a última terça-feira (12). Segundo ela, o lixo é colocado na porta de casa apenas nos dias e horários em que o caminhão costuma passar, para evitar que os sacos sejam rasgados por catadores.
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“Na terça, quinta e sábado eu organizo e coloco no horário previsto, mas desta vez o caminhão não passou e a gente não sabe o que está acontecendo”, contou.
A situação também é registrada em outras localidades. Na Avenida Vereador Dário Marcigliano, principal via do Conjunto Cleto Marques Luz, os contêineres estão cheios e os sacos de lixo se acumulam nas calçadas. Moradores temem que, com a chegada das chuvas, os resíduos sejam arrastados para as galerias pluviais, aumentando o risco de alagamentos.
No bairro Antares, os relatos são semelhantes. Já no Conjunto Village Campestre, na Cidade Universitária, moradores afirmam que a coleta não é realizada há oito dias. Na Avenida José Ailton dos Santos, o volume de lixo acumulado chama a atenção.
“Fica uma fedentina muito grande. O maior problema é que aparecem ratos e baratas, e isso pode trazer doenças”, disse uma moradora da região.
Além do incômodo causado pelo odor, a principal preocupação dos moradores é com a saúde pública. O acúmulo de resíduos pode favorecer a presença de vetores e aumentar o risco de contaminações, especialmente em áreas residenciais.
O que diz a Alurb
Procurada pela reportagem, a Autarquia Municipal de Desenvolvimento Sustentável e Limpeza Urbana (Alurb) informou, por meio de nota, que os caminhões de coleta seguem rotas pré-estabelecidas com base em um mapeamento para atender todas as localidades de forma uniforme.
O órgão afirmou ainda que as ruas que estão há mais tempo sem receber o serviço têm prioridade após a conclusão dos roteiros em andamento e garantiu que, ao final, todas as ruas e domicílios serão atendidos.
Apesar da explicação, moradores cobram uma solução mais rápida. Eles alertam que o problema afeta vários bairros simultaneamente e pode se agravar nos próximos dias caso o recolhimento não seja normalizado.


