REPÚDIO
Caso ocorreu durante partida da Série D, no Estádio Juca Sampaio, em Palmeira dos Índios, e gerou nota de repúdio da FAF
A vitória do CSA por 5 a 1 sobre o CSE, nesse domingo (17), no Estádio Estádio Juca Sampaio, pela 7ª rodada do Grupo A10 do Campeonato Brasileiro Série D, acabou ficando em segundo plano diante de episódios de misoginia registrados durante a partida.
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A repórter Nathália Máximo, da TV Gazeta e do Portal Metrópoles que realizava a cobertura do confronto, e as árbitras assistentes Maria de Fátima Mendonça e Fernanda Félix, ambas do quadro CBF/AL, foram alvo de ofensas machistas vindas de um grupo de torcedores do time tricolorido de Palmeira dos Índios.
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Segundo relatos, a revolta de parte da torcida com o resultado negativo dentro de campo acabou sendo direcionada às profissionais que trabalhavam na partida. A proximidade entre a área técnica e o setor destinado aos torcedores facilitou as agressões verbais durante o jogo.
Após o ocorrido, Nathália Máximo utilizou as redes sociais para relatar o episódio e lamentar a situação vivida no estádio.
“Oi meu povo!
Eu não imaginava que o dia de trabalho seria tão desafiador. Infelizmente o jogo de hoje ficou manchado por diversas falas machistas vindas de um grupo de torcedores do CSE.
Nada é capaz de justificar esse tipo e fala e é muito triste e revoltante ainda presenciar esse tipo de atitude, por isso fiz questão de relatar o que estava acontecendo no Juca Sampaio durante a nossa cobertura.
Por mais difícil que seja, agora é o momento de levantar a cabeça, seguir em frente e esperar que as devidas medidas sejam tomadas.
Quero agradecer aos meus parceiros de transmissão Gabriel Teixeira e Marlon Araujo e toda a equipe pela solidariedade, e a todos que mandaram mensagens durante o jogo e pela redes sociais.”
A Federação Alagoana de Futebol divulgou uma nota oficial repudiando os casos de misoginia registrados na partida e cobrando providências sobre o caso.
VEJA NOTA DE REPÚDIO
“A Federação Alagoana de Futebol (FAF) repudia de forma veemente as falas machistas e misóginas direcionadas às árbitras assistentes Maria de Fátima Mendonça e Fernanda Félix, do quadro CBF/AL, além da repórter Nathália Máximo, durante a partida entre CSE x CSA, em Palmeira dos Índios, válida pelo Campeonato Brasileiro Série D.
É inadmissível qualquer tipo de ofensa ou discriminação contra mulheres no ambiente esportivo. O futebol deve ser um espaço de respeito e profissionalismo, sem qualquer tolerância para atitudes que atentem contra a dignidade das profissionais que atuam no esporte.
A FAF está cobrando a devida apuração dos fatos e a identificação dos envolvidos, reforçando seu compromisso no combate ao machismo, à misoginia e a toda forma de preconceito no futebol.”



