A executiva nacional do PL já pagou R$ 450 mil à Associação Passos da Liberdade, do advogado e pré-candidato à Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul pelo partido, Rodrigo Cassol Lima (à esquerda na foto em destaque), neste ano. Os valores foram transferidos em pagamentos mensais de R$ 150 mil, declarados na prestação de contas do Partido Liberal.
De acordo com o contrato anexado aos recibos, os R$ 150 mil pagam dois serviços: o de assessoria de comunicação do PL de Minas Gerais e a produção do filme documentário “Problemas nacionais – reflexões locais”.
A assessoria é para “diagnóstico institucional e diretrizes de comunicação territorializada”, além da criação de duas “publicações-modelo” no Instagram do PL de Belo Horizonte.
Já em relação ao documentário, os comprovantes mostram que os responsáveis pelo filme são o diretor e roteirista Gustavo Lopes, o diretor de imagem e editor Anderson Rodrigues e o próprio Rodrigo Cassol, que cuida dos trâmites jurídicos da produção.
Cassol foi o número 2 da secretaria nacional de desenvolvimento cultural do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Já Lopes, o diretor do filme, foi secretário nacional de audiovisual.
Nas redes sociais, Gustavo Lopes se apresenta como sócio da empresa Pampa Audiovisual e exibe os documentários que fez.
Na cinebiografia, há um filme sobre o auxílio-emergencial, publicado em uma conta da Secretaria de Comunicação do governo federal. Lopes também fez outro filme, chamado “Tradição”, sobre a cultura gaúcha, e ainda o documentário “Acolhidos” sobre refugiados venezuelanos no Brasil, publicado no canal de Youtube de Paulo Figueiredo.
Associação recebeu R$ 860 mil em emendas
A Associação Passos da Liberdade também recebeu R$ 860 mil em emendas parlamentares dos deputados Mario Frias (PL-SP), Marcos Pollon (PL-MS) e do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), em 2025. As emendas foram destinadas a outra produção audiovisual chamada “Genocidas”.
A reportagem entrou em contato com Rodrigo Cassol que não quis responder dar detalhes sobre os filmes produzidos com verba pública e pediu que as questões fossem encaminhadas por e-mail. As perguntas, enviadas conforme combinado com o presidente da Associação, não foram respondidas.
O Metrópoles também entrou em contato com o PL, mas não obteve resposta. O espaço segue aberto à manifestação.


