A influenciadora Deolane Bezerra, presa na manhã desta quinta-feira (21/5) durante uma operação do Ministério Público de São Paulo (MPSP) e da Polícia Civil, é citada em uma conversa com um operador financeiro do PCC (Primeiro Comando da Capital). Uma imagem que consta no inquérito mostra que ela teria recebido dinheiro em sua conta bancária física do grupo criminoso.
Conversa
O print mostra uma conversa de um operador financeiro do PCC indicando a conta bancária de Deolane Bezerra para um suposto “acerto de contas”. Investigada pela Operação Vérnix, a influenciadora é apontada como uma das figuras de um esquema de lavagem de dinheiro atribuído à facção.
Uma das provas anexadas ao inquérito da Polícia Civil e do Ministério Público mostra quando Everton de Souza, conhecido como Player, indica para um operador do PCC, que fazia os pagamentos por meio de uma transportadora de cargas, a conta física de Deolane Bezerra. A mensagem foi enviada no dia 30 de setembro de 2020.
A mensagem conta com a agência, conta e o banco da influenciadora. Na conversa, o nome de Deolane Bezerra não aparece escrito de forma completa, apenas “Deo… Beze…” e segue com “Me informa qual valor será enviado. Preciso estar fechando com o pessoal”. O material, segundo a polícia, é um dos indícios de que a famosa fazia parte do esquema.

Prisão
A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra foi presa em sua mansão em Alphaville, na Grande São Paulo. A ação cumpriu ao todo seis mandados de prisão preventiva, além de ordens de busca e apreensão.
Entre os alvos, estão Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como líder máximo da facção, o irmão dele, Alejandro Camacho, e dois sobrinhos: Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho.
As investigações apontam para um esquema sofisticado de ocultação de patrimônio, que utilizaria empresas e terceiros para movimentar recursos atribuídos à facção criminosa. Segundo os investigadores, uma transportadora de cargas sediada em Presidente Venceslau, interior paulista, teria sido usada para lavar dinheiro da família de Marcola.



