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Ministro da Fazenda anuncia aumento no bloqueio do Orçamento da União


Dario Durigan confirma contenção adicional de gastos, conforme esperado pelo mercado. Valor do bloqueio será divulgado nesta sexta

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, confirmou nesta quinta-feira (21/5) que o governo federal fará um novo bloqueio no Orçamento de 2026. A sinalização foi dada um dia antes da divulgação do Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias do 2° bimestre, principal instrumento de monitoramento das contas públicas.

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Sem antecipar valores ou a dimensão do corte, Durigan afirmou que o ajuste será necessário para manter o compromisso do governo com o equilíbrio fiscal e o cumprimento das regras do arcabouço.

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“A gente deve caminhar amanhã com um aumento no bloqueio. Já foi feito um bloqueio de R$ 1,6 bilhão, no primeiro bimestre. A gente vai caminhar para um aumento de bloqueio, portanto o governo cortando na própria carne no aumento de bloqueio para compatibilizar com as nossas metas fiscais”, disse Durigan em entrevista à CNN Brasil.

Avanço nas despesas obrigatórias

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A expectativa dentro da equipe econômica já era de contenção adicional de gastos. Técnicos envolvidos na elaboração do relatório vinham apontando que o espaço fiscal está cada vez mais restrito, sobretudo diante do avanço das despesas obrigatórias.

Entre os principais focos de pressão, estão os gastos com a Previdência Social. Estimativas de mercado indicam que essas despesas podem ter sido subestimadas em cerca de R$ 11 bilhões ao longo do ano, o que tende a exigir um bloqueio mais robusto para compensação.

  • O bloqueio ocorre quando há aumento de despesas acima do permitido pelas regras fiscais e exige a limitação de gastos discricionários, aqueles sobre os quais o governo tem maior controle, como investimentos e custeio da máquina pública e impacta diretamente os ministérios.
  • Já o contingenciamento, por sua vez, é acionado quando há frustração de receitas e risco de descumprimento da meta de resultado primário.

Na última revisão bimestral, o governo já havia determinado um bloqueio inicial de R$ 1,6 bilhão, em linha com a necessidade de adequação ao limite de crescimento das despesas.

Agora, o novo relatório deve indicar se o ajuste será concentrado já neste momento ou diluído ao longo dos próximos bimestres.

O cenário reflete um ambiente de maior pressão fiscal. A combinação de crescimento das despesas obrigatórias e desafios na arrecadação tem exigido revisões frequentes nas projeções do governo.

Para 2026, a meta estabelecida é de superávit de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), com margem de tolerância de 0,25 ponto percentual, o que, na prática, permite resultado próximo do equilíbrio.

A divulgação detalhada do relatório ao longo do dia deve esclarecer o tamanho do bloqueio e quais áreas do Orçamento serão mais afetadas.



Fonte: Gazetaweb