PROBLEMA NO SERVIÇO
Condomínio contratou empresa particular para retirar cerca de cinco toneladas de resíduos acumulados; Defensoria Pública cobra providências urgentes da Prefeitura e das empresas responsáveis
Há pelo menos duas semanas, moradores de diferentes bairros de Maceió convivem com falhas na coleta de lixo, acúmulo de resíduos e transtornos causados pela demora no recolhimento. A situação já provocou prejuízos financeiros para parte da população e levou a Defensoria Pública de Alagoas a cobrar providências urgentes da Prefeitura de Maceió e das empresas responsáveis pela limpeza urbana.
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Um dos reflexos do problema foi registrado em um condomínio residencial na parte alta da capital. Com o lixo acumulado durante vários dias, os moradores decidiram contratar uma empresa particular para realizar a coleta dos resíduos que deveriam ter sido recolhidos pelo serviço público.
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O residencial possui mais de 300 unidades habitacionais e produziu cerca de cinco toneladas de lixo durante o período sem recolhimento adequado. O acúmulo dos resíduos gerou reclamações por causa do mau cheiro, da presença de insetos e das condições de insalubridade observadas no entorno do condomínio.
Segundo a administração do residencial, a contratação emergencial custou R$ 1.650. Agora, os moradores buscam o ressarcimento do valor gasto junto à Autarquia Municipal de Desenvolvimento Sustentável e Limpeza Urbana (Alurb).
De acordo com a gestão do condomínio, diversas tentativas de contato foram feitas para solicitar a coleta. A informação recebida era de que havia uma alta demanda pelo serviço e que o recolhimento seria realizado posteriormente. Diante do agravamento da situação, os moradores optaram por contratar uma empresa privada para evitar maiores riscos à saúde.
Defensoria cobra medidas urgentes
O caso do condomínio é apenas um dos exemplos dos problemas registrados na capital. Após receber uma série de denúncias de moradores sobre falhas na coleta de lixo em diferentes regiões de Maceió, o Núcleo de Proteção Coletiva da Defensoria Pública do Estado decidiu atuar para cobrar uma solução.
O órgão enviou ofícios à Alurb e às empresas Via Ambiental e Naturalle Tratamento de Resíduos, responsáveis pela limpeza urbana no município. A Defensoria solicitou que sejam apresentadas, em até cinco dias, informações sobre as medidas adotadas para normalizar o serviço e uma solução definitiva para os bairros afetados pelo acúmulo de lixo.
Problema gera alerta para a saúde pública
Além dos transtornos diários, o acúmulo de lixo e o descarte irregular de resíduos têm preocupado especialistas. Em vários pontos da cidade, móveis velhos, restos de madeira, pneus e outros materiais foram abandonados em ruas e calçadas, agravando os problemas urbanos.
Segundo o médico infectologista Renée Oliveira, ambientes com lixo acumulado favorecem a proliferação de ratos, baratas, moscas e mosquitos transmissores de doenças. Entre os riscos estão a leptospirose, além de arboviroses como dengue, chikungunya e zika.
Ecopontos podem ser utilizados pela população
Para evitar o descarte irregular, a Prefeitura disponibiliza oito ecopontos distribuídos pela capital. Os equipamentos funcionam diariamente e recebem gratuitamente entulhos da construção civil, móveis inservíveis, restos de poda e materiais recicláveis.
Os ecopontos estão localizados nos bairros:
Pajuçara;
Tabuleiro do Martins;
Vergel do Lago;
Santa Lúcia;
Gruta de Lourdes;
Cidade Universitária;
Feitosa;
Petrópolis.
O que diz a Alurb
Em nota, a Alurb informou que a coleta domiciliar está sendo realizada com 100% do efetivo disponível. O órgão afirmou ainda que acompanha o trabalho das empresas responsáveis pela execução do serviço para evitar atrasos e reduzir impactos à população.



