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Motorista bêbada mata tio ao bater em poste, foge e simula roubo em SP


Uma mulher de 47 anos foi presa em flagrante e indiciada por matar o próprio tio ao bater o carro que dirigia em um poste após uma curva. Ele estava dentro do veículo no momento da colisão. O caso ocorreu na madrugada deste domingo (24/5), na Estrada do Rufino, em Diadema, região metropolitana de São Paulo.

A motorista, Carla Regina de Paula (foto em destaque), identificada como promotora de vendas, ainda fugiu do local sem prestar socorro e tentou enganar as autoridades ao alegar um falso roubo antes de confessar o ocorrido.

A vítima fatal, Rubens Pedro de Oliveira, um serralheiro de 63 anos, estava no banco de trás do veículo no momento da colisão. Outra passageira, de 51 anos, localizada no assento da frente, também ficou ferida depois de permanecer presa nas ferragens, mas sobreviveu.

A Polícia Civil indiciou Carla por homicídio com dolo eventual, além de crimes de embriaguez ao volante, omissão de socorro e fuga do local do acidente.

Registrado pelo 3º Distrito Policial de Diadema, o caso é apurado pelo 4º DP da região. A indiciada deve passar por audiência de custódia ainda neste domingo e responderá judicialmente na Comarca de São Bernardo do Campo, do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP).


Fuga e simulação de roubo

  • Após a batida, Carla deixou o local sem prestar socorro ao tio, que estava em parada cardiorrespiratória, segundo o indiciamento, ao qual o Metrópoles teve acesso.
  • Enquanto os policiais militares (PMs) atendiam a ocorrência, Carla ligou para o celular do tio, Rubens. Os agentes atenderam a ligação e a motorista afirmou que o carro dela havia sido roubado por dois indivíduos de roupa preta em uma moto.
  • Os policiais solicitaram a presença de Carla no local do incidente, informando que o veículo havia sido localizado. A suspeita, contudo, ao chegar ao local por meio de transporte por aplicativo, continuou relatando que havia sido vítima de roubo.
  • Toda a conversa em que ela simulava o roubo foi gravada pelas câmeras corporais dos policiais.
  • Levada à delegacia, a mulher embriagada manteve a versão inverídica até ser confrontada com fatos e depoimentos, tanto de testemunhas quanto da passageira que sobreviveu. Só então ela admitiu que era realmente a condutora do veículo.

Embriaguez ao volante

Inicialmente, a equipe policial já havia notado em Carla sinais de embriaguez, como fala desconexa, odor de bebida alcoólica e vestes desordenadas. Apesar dos indícios, a motorista bêbada se recusou a permitir a coleta de sangue para exame laboratorial.

Depois, um laudo pericial apontou ainda que a suspeita apresentava andar cambaleante, atitude excitada, atenção dispersiva, hálito acentuadamente etílico e pupilas que reagiam mal à luz.

Segundo a investigação, Carla se mostrou “indiferente”. “A indiferença se reflete pela forma com a qual se comportou após o acidente”, apontou a autoridade policial.

O indiciamento destacou que a mulher “inventou história fantasiosa” para enganar os agentes que atenderam à ocorrência, “demonstrando indiferença com a vida e resultado causados”.





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