Ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL) | Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil
Alvo de duas operações da Polícia Federal em menos de 15 dias, Cláudio Castro é taxado como “eleitoralmente tóxico” pelos colegas do PL, que já iniciaram movimento para retirar o nome do ex-governador do Rio de Janeiro da lista de pré-candidatos ao Senado. Eventual troca não é exatamente uma crise no partido, que tem vários nomes com potencial de votos para levar a cadeira. Circulava nos corredores do partido que a batida da PF ontem (26) implodiu as chances de Cláudio Castro.
Um na mão
Com poucas chances de levar o governo do Rio, o partido tenta manter influência no estado e não quer arriscar ficar sem cadeira no Senado.
Eu de novo
Carlos Portinho, senador em fim de mandato e preterido na disputa, iria disputar a Câmara, mas já se articula para tentar voltar ao jogo.
Na disputa
Outros que também são lembrados para a vaga são os deputados federais Sóstenes Cavalcante e Carlos Jordy.
Costas quentes
Márcio Canella, presidente do União Brasil e eleito prefeito de Belford Roxo, é o outro nome que vai ter o apoio de Flávio Bolsonaro na disputa.
Sede do TCU em Brasília. (Foto: Divulgação/Flickr TCU).
‘Acordo’ no TCU prevê dispensa de multa milionária
Acordo em fase final no Tribunal de Contas da União chama atenção da agência reguladora Aneel e do Ministério Público Federal. Atropelando a Aneel, que defendeu a caducidade de cinco concessões do Grupo MEZ Energia obtidas há mais de cinco anos, o acordo no TCU pretende uma “solução consensual” do qual a Aneel não quis participar. O processo tem a relatoria de Augusto Nardes. A MEZ venceu o leilão de lotes com descontos agressivos, superiores a 66% de deságio, mas não conseguiu investimentos para executar as obras associadas aos cinco contratos.
De pai para filho
Na “solução consensual” esperta na pauta do TCU de quarta (27), multas de R$186 milhões cairiam para R$38 milhões, com 26 anos para pagar.
Só coisas estranhas
A correção da Receita Anual Permitida (RAP), proposta pela própria MEZ, garante aumento de receita de 142%, suficiente para a multa.
Leilão beneficente
A Aneel não concorda com a correção da RAP, que na prática derruba o deságio na proposta vencedora para 28%, e põe a MEZ em oitavo lugar.
Haverá repeteco
Eduardo Girão (Novo-CE) não vê brecha para Lula reenviar indicação de Jorge Messias ao STF este ano, prática vedada pelo regimento interno do Senado. O senador avisou: “se indicar, vamos derrotar novamente!”.
Onde estou?
A cada dia, Lula (PT) sugere que não saber o que diz. Após defender a escala “6 por 2”, que não existe, expôs conceitos misóginos afirmando que a vida da mulher é “mais grave” porque “tem que lavar louça, lavar banheiro, lavar roupa, cuidar das coisas”. Feministas nem abrem a boca.
Burocracia natural
Rosangela Moro (PL-SP) aponta como é “curioso” a PF ter dito ao STF que é “burocracia” a troca de comando no caso Lulinha. “Se fosse caso de opositores, seria tratada com a mesma naturalidade?”, pergunta.
Olha o golpe
Para Ronaldo Caiado (PSD), o aperto das famílias brasileiras tem um responsável: Lula. “Liberou crédito, incentivou o endividamento e depois cobrou taxas de juros impagáveis. É golpe em cima de golpe”.
Entra e sai
Vai ter mudança na bancada do Ceará na Câmara. Como o TSE anulou os votos de Heitor Freire (União Brasil), na sexta (29) terá recontagem. A vaga deve ir para Priscila Costa (PL) ou Ronaldo Martins (Republicanos).
Estranha demora
“O que estão esperando para aplicabilidade das leis contra Lulinha, filho do Lula? Buscas e apreensões, aprender passaporte, prisão, chamar para depor, tabelas com a velha mídia? Por que não há vazamento de informações?”, pergunta o pré-candidato a senador Carlos Bolsonaro.
Mundo real
Maurício Marcon (PL-RS) diz que eventual aprovação do fim da escala 6×1 terá impacto financeiro para a população. Diz que o custo não será pago “pela fada do dente”, mas pelo contribuinte.
Outro foco
Mais de 60% das exportações de petróleo bruto da Petrobras agora se destinam à China, enquanto as exportações para os EUA teriam caído de cerca de 60 mil barris por dia para zero, em março, diz a Al Jazeera.
Pensando bem…
…trocar delegado agora é “normal”, tanto quanto existir investigação.



