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Ypê prevê retomar produção na segunda-feira e fará análise de novos produtos antes da venda


Anvisa autorizou a Ypê a retomar a sua produção de forma imediata — Foto: Divulgação

A Ypê prevê retomar, até segunda-feira (1º), a produção de detergentes, lava-roupas líquidos e desinfetantes na fábrica de Amparo (SP) após a autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) dada na sexta (29). Os novos produtos só vão ao mercado após resultados positivos em análises microbiológicas. Segundo a empresa, com a liberação da agência, as duas unidades fabris…

A Ypê prevê retomar, até segunda-feira (1º), a produção de detergentes, lava-roupas líquidos e desinfetantes na fábrica de Amparo (SP) após a autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) dada na sexta (29). Os novos produtos só vão ao mercado após resultados positivos em análises microbiológicas.

Segundo a empresa, com a liberação da agência, as duas unidades fabris que estavam com a produção suspensa passam por limpeza e sanitização entre sábado (30) e domingo (31). Esta é a última etapa antes do retorno geral da operação.

E a partir da retomada, os produtos vão passar por controle de qualidade, com monitoramento e validação pela equipe de Garantia da Qualidade da empresa, antes de serem liberados para o mercado.

“A liberação dos produtos para o mercado só acontece depois que todas as análises físico-químicas e microbiológicas estiverem dentro das especificações”, apontou.

 

A produção, comercialização e distribuição de detergentes, lava-roupas líquidos e desinfetantes identificados pelo final de lote 1 estavam suspensas desde 7 de maio. Com a liberação, a Anvisa também autorizou o uso desses produtos fabricados a partir de 1° de abril de 2026.

Já suspensão do comércio, da distribuição e do uso dos produtos de numeração final 1 fabricados até 31 de março de 2026, permanece em vigor.

troca ou ressarcimento dos produtos de lotes ainda proibidos foi mantida pela empresa após a autorização da Anvisa para retomar a produção.

“Esses produtos devem permanecer armazenados em local seguro e não serem descartados. Sua liberação ocorrerá à medida em que a empresa apresentar laudos de laboratórios autorizados pela Anvisa”, afirmou o órgão.

A suspensão parcial das atividades na fábrica no interior de São Paulo e a proibição de uso de produtos do lote final 1 foi aplicada após uma avaliação técnica identificar risco de contaminação microbiológica.

Três semanas depois, a liberação foi concedida. A inspeção que liberou a produção foi feita pela Anvisa em parceria com o Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo, o Grupo de Vigilância Sanitária Campinas e a Vigilância Sanitária de Amparo entre quinta (28) e sexta-feira.

O complexo industrial da Ypê em Amparo é o maior da empresa e conta com oito unidades de fabricação. Duas estavam paradas desde 7 de maio: uma de detergentes e outra de lava-roupas líquidos e desinfetantes. As demais continuaram operando normalmente.

Segundo a empresa, cerca de 450 a 500 trabalhadores foram diretamente impactados com a suspensão das duas unidades produtivas. Outros 3 mil trabalhadores, de setores ligados à logística e transporte, por exemplo, sofreram impactos indiretos em seus trabalhos.

De acordo com a Anvisa, os técnicos constataram a adequação das principais ações corretivas que têm sido implementadas pela Ypê desde a suspensão de duas linhas de produção.

A empresa apresentou um plano de ação para atender os 76 requisitos sanitários identificados na inspeção conjunta realizada em abril deste ano.

“Verificamos que esta fábrica da Ypê já reúne as condições necessárias para operar com segurança e disponibilizar produtos sem risco sanitário para a população brasileira”, afirmou Leandro Safatle, presidente da Anvisa em visita às instalações.

De acordo com a Anvisa, a Ypê realizou melhorias nas linhas de produção e controle.

Bactéria: o motivo da suspensão

 

Fotos mostram processo de produção na fábrica da Ypê. — Foto: ReproduçãFotos mostram processo de produção na fábrica da Ypê. — Foto: ReproduçãFotos mostram processo de produção na fábrica da Ypê. — Foto: Reprodução

A inspeção que levou a Anvisa a suspender a fabricação e determinar o recolhimento de produtos da Ypê tem conexão com um “histórico de contaminação microbiológica” registrado na empresa em novembro de 2025.

Em novembro do ano passado, a fabricante havia anunciado um recolhimento voluntário cautelar de lotes após identificar a bactéria Pseudomonas aeruginosa (saiba o que é a bactéria mais abaixo) exclusivamente em lava-roupas líquidos.

Segundo a Anvisa, a inspeção que levou à interdição foi realizada entre os dias 27 e 30 de abril de 2026. Os fiscais avaliaram principalmente as linhas de produtos líquidos — lava-louças, lava-roupas e desinfetantes fabricados na mesma unidade.

Após suspensão e recolhimento, Ypê diz ter laudos que atestam segurança dos produtos e espera reverter decisão da Anvisa.

Apesar da conexão técnica entre os dois episódios, a Anvisa esclareceu que a decisão atual está fundamentada nos achados da inspeção de abril, e não no caso de novembro de 2025, que compõe o histórico regulatório considerado na avaliação de risco.

A Pseudomonas aeruginosa é um microrganismo comum no ambiente. Está presente no ar, na água, no solo e pode ser encontrado inclusive na pele de pessoas saudáveis. Ela é classificada na literatura médica como uma bactéria oportunista: raramente causa infecção em pessoas saudáveis, mas pode provocar ou agravar quadros infecciosos em pessoas com o sistema imunológico comprometido.

É justamente esse perfil que explica o teor do comunicado da empresa, direcionado especialmente a imunossuprimidos, cuidadores e profissionais de saúde.





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