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Cigarro eletrônico pode causar dependência rápida e doenças pulmonares, alerta Sesau


Aparelhos conhecidos como vapes e pods usam sabores e visual moderno para atrair jovens, mas trazem sérios riscos

Marco Antônio / Ascom Sesau

Neste 31 de maio, data em que é celebrado o Dia Mundial Sem Tabaco, a Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas (Sesau) reforçou o alerta sobre os riscos associados ao uso de cigarros eletrônicos, conhecidos popularmente como vapes ou pods.

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Apesar de serem frequentemente divulgados como uma alternativa menos prejudicial ao cigarro convencional, os dispositivos podem provocar dependência em pouco tempo e causar danos à saúde, segundo especialistas.

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De acordo com a Sesau, a indústria do tabaco tem investido em estratégias para atrair novos consumidores, principalmente adolescentes e jovens adultos. Entre os recursos utilizados estão aparelhos com design moderno, aparência tecnológica e uma ampla variedade de sabores, incluindo opções doces, frutadas e inspiradas em bebidas.

A coordenadora do Programa Estadual de Controle do Tabagismo da Sesau, Eunice Canuto, afirma que o objetivo principal das empresas é ampliar o mercado consumidor, sem considerar os impactos à saúde pública.

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“A indústria do tabaco sempre colocou o lucro acima da vida das pessoas. Com o cigarro eletrônico, eles criaram um produto atraente para fazer os jovens viciarem, escondendo que ali existem substâncias químicas perigosas e com alto efeito nocivo”, destacou.

Outro ponto que preocupa os profissionais de saúde é a falsa percepção de que os usuários estariam inalando apenas vapor de água. Segundo Eunice Canuto, os dispositivos liberam uma mistura de nicotina em alta concentração e diversos compostos químicos.

“O uso constante pode causar várias doenças, como a bronquiolite obliterante, conhecida como ‘pulmão de pipoca’, que provoca uma inflamação capaz de obstruir as pequenas vias aéreas dos pulmões, dificultando a passagem do ar”, explicou.

A Sesau orienta a população a buscar informações em fontes confiáveis sobre os efeitos do tabagismo e reforça a importância da prevenção, especialmente entre os mais jovens, público considerado mais vulnerável às estratégias de marketing utilizadas pela indústria do tabaco.

Doenças tabaco-relacionadas

Enquanto os mais novos se arriscam com a “novidade”, a população acima dos 45 anos já sofre com as consequências do cigarro tradicional. São problemas no coração, derrames e a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), bem como o aumento de casos de câncer de pulmão, boca, garganta e próstata. Além do sofrimento para o paciente e as famílias, que muitas vezes precisam de cuidadores, essas doenças tabaco-relacionadas ainda geram custos altos para o Sistema Único de Saúde (SUS) com internações.

Núcleos de Apoio ao Fumante

Como ferramenta prática de apoio a quem deseja abandonar a dependência, a Sesau mantém uma cooperação contínua com os municípios alagoanos por meio de 74 Núcleos de Apoio ao Fumante distribuídos pelo Estado. Essas unidades oferecem atendimento multiprofissional, triagem clínica e acompanhamento terapêutico gratuito.

“Vencer a dependência é um grande desafio, mas ninguém precisa passar por isso sozinho. A rede de atendimento do Estado está de portas abertas para oferecer suporte médico e psicológico gratuito, que faz toda a diferença nessa decisão”, explica Eunice Canuto.

Arapiraca desponta como referência na descentralização deste serviço, contando com 16 núcleos em atividade, seguido por Maceió e Pilar, com 11 núcleos, cada. O planejamento da gestão estadual prevê a expansão dessa rede de suporte, proporcionando o acolhimento técnico necessário para os cidadãos que buscam parar de uma vez por todas com o consumo do tabaco.

*com informações da assessoria



Fonte: Gazetaweb