O lote de água mineral da marca Crystal contaminado por bactéria e alvo de recolhimento pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) foi produzido em Luziânia (GO), no Entorno do Distrito Federal. Ao todo foram fabricadas mais de 374 mil garrafas de 500 ml, e mais da metade foi distribuída para revenda no DF. Ou seja, cerca de 230 mil unidades do produto.
O lote afetado é o LZ1 VAL200127 3 P 200126 da Água Mineral Natural sem Gás da marca Crystal, produzido pela Mineração Bom Jesus Ltda. (CNPJ: 07.245.544/001-62). A distribuição também alcançou cidades de Goiás, com 66.768 unidades; interior de São Paulo, 75.759, e Tocantins, com 1.439 garrafas.
A medida de recolhimento foi adotada depois de o Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-DF) identificar a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa em uma amostra coletada durante uma ação de rotina da Diretoria de Vigilância Sanitária do Distrito Federal (Divisa-DF). A análise foi confirmada por meio de contraprova laboratorial, o que levou à interdição do lote e à comunicação do caso à Anvisa.
Segundo a agência reguladora, consumidores que possuam garrafas do lote LZ1 VAL200127, fabricado em 20 de janeiro de 2026 e com validade até 20 de janeiro de 2027, não devem consumir o produto. A orientação é aguardar as instruções da empresa sobre os procedimentos de devolução e reembolso.
De acordo com informações apresentadas pela fabricante à Anvisa, o recolhimento foi iniciado imediatamente na rede de distribuição e cerca de 99,2% das unidades já não estariam mais disponíveis nas prateleiras para compra. A investigação sobre as causas da contaminação segue em andamento, acompanhada pela Anvisa e pelos órgãos de vigilância sanitária. Até o momento, as evidências apontam que o problema está restrito ao lote informado.
O que diz a Coca-Cola
Em nota, a Coca-Cola FEMSA Brasil, detentora da marca Crystal, informou que o recolhimento voluntário e preventivo está sendo conduzido pela Brasal Refrigerantes, parceira do Sistema Coca-Cola. A empresa destacou que o lote foi envasado fora da área de operação da Coca-Cola FEMSA e afirmou que suas unidades de produção seguem funcionando normalmente.
“Esta medida preventiva se refere exclusivamente aos produtos envolvidos na ação conduzida pela Brasal. A companhia tranquiliza seus consumidores e clientes ao reforçar que suas próprias fontes e unidades de produção operam com total normalidade”, disse.



