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DNA-HPV: exame para rastrear câncer de colo do útero chega a 59 UBSs


O Distrito Federal passou a oferecer na rede pública de Saúde um dos exames mais precisos para rastreio do colo de útero. O DNA-HPV foi incorporado em março no SUS pelo Ministério da Saúde e, aos poucos, tem substituído o tradicional “papanicolau” (exame citopatológico), até então, principal teste preventivo de detecção de lesões precursoras ao câncer em mulheres.

No DF, a incorporação do exame é feita de forma gradual na estratégia de prevenção.

Atualmente, ele é oferecido em 59 das mais de 180 unidades básicas de saúde (UBSs) do DF. Elas estão localizadas em Águas Claras, Brazlândia, Ceilândia, Recanto das Emas, Samambaia, Taguatinga e Vicente, que integram as regiões Oeste e Sudoeste de saúde. A expectativa é que seja ampliado para as demais UBSs gradativamente.

O teste DNA-HPV no SUS é voltado a mulheres de 25 a 64 anos. Coletado da mesma forma que o exame citopatológico, o diferencial está na capacidade de detectar 14 genótipos do papilomavírus humano (HPV) associados ao alto risco oncogênico, o que permite a agilidade no diagnóstico e no tratamento de lesões precursoras e do câncer do colo do útero.

Além disso, a maior sensibilidade diagnóstica em comparação ao exame citopatológico convencional reduz a necessidade de exames complementares e intervenções desnecessárias. Quando o resultado é negativo, o intervalo entre as coletas pode ser ampliado para até cinco anos.


Confira as UBSs que realizam o teste DNA-HPV:

  • Águas Claras: UBSs 1 e 2;
  • Brazlândia: UBSs 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 e 9;
  • Ceilândia: UBSs 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13, 14, 15, 16, 17, 18 e 19;
  • Recanto das Emas: UBSs 1, 2, 3, 4, 5, 8, 10 e 11;
  • Samambaia: UBSs 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12 e 13;
  • Taguatinga: UBSs 1, 2, 3, 5, 6, 7 e 8;
  • Vicente Pires: UBS 1.

Estratégia

O teste de DNA-HPV integra a estratégia de enfrentamento ao câncer do colo do útero, um dos tipos mais frequentes entre as mulheres brasileiras.

De acordo com a gerente de Apoio à Saúde da Família da Secretaria de Saúde do DF (SES-DF), Simone Lacerda, o novo exame reforça a linha de prevenção por ser mais preciso que citopatológico convencional.

“Com o teste de DNA-HPV, os protocolos de rastreamento tornam-se mais objetivos, organizados e padronizados, facilitando a compreensão tanto pelas usuárias quanto pelos profissionais de saúde. Isso fortalece o fluxo assistencial na Atenção Primária, reduz exames e intervenções desnecessárias nas pacientes”, explicou.

Coleta do exame

A coleta da amostra é realizada de forma semelhante ao “papanicolau”. O material é encaminhado para análise molecular por técnica de PCR.

Nos casos de detecção dos tipos HPV 16 ou HPV 18 — associados ao maior risco oncogênico —, a paciente é encaminhada para realização de colposcopia. Quando é detectado outro tipo de HPV é realizado a citologia com a mesma amostra.

As amostras são coletadas nas UBSs e encaminhadas ao Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-DF) para análise.

Após a liberação dos resultados, as equipes da Atenção Primária à Saúde são responsáveis pelo acompanhamento das pacientes, orientações e encaminhamentos necessários, conforme cada caso.



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