Envelhecer, como viver, é uma arte que se constrói ao longo da existência.
O binômio viver – envelhecer não está dissociado, um completa o outro na medida que ao viver envelhecemos, aí está posto como em um teorema matemático, o paradoxo da vida.
Melhor seria dizer, nossa realidade primeira.
Morremos diariamente, já não somos os mesmos de quando nascemos.
Mudam nossos corpos, nossas mentes, nossa maneira de nos relacionarmos com o mundo, — e se não há imortalidade, cultivemos mortalidade consciente.
Cuidar do corpo, desse instrumento que nos torna visíveis, palpáveis, e principalmente cuidar do nosso mundo interior.
Cultivar nossas melhores qualidades, apreciar nossa própria companhia; vez que menos fisicamente capazes, preferimos atividades menos excitantes, e, por vontade própria escolhemos calma e tranquilidade no lugar de ruídos excessivos.
Trocamos festas, músicas sem melodia, noitadas, por: observação, contemplação, pequenos grupos de amigos que comunguem conosco o espaço de boas conversas e silêncios cúmplices.
Leituras agradáveis, observar a natureza, ver o mar, o ir e vir das ondas nas manhãs de verão, o pôr do sol colorir o céu com cores fortes; o cair da noite sentindo a mudança nos tons e sons que nos rodeiam, coisas que quando estávamos no auge de nossa vida produtiva nem tínhamos tempo de parar e admirar.
Viver o momento presente plenamente, conscientes de cada instante.
Fazer de nossa existência melodia alegre é dever para com nós mesmos e com a vida.
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Yaradir de Albuquerque Sarmento
É sócia efetiva da AAL, ocupa a cadeira 14 desde 2015 publicou o primeiro livro em 2013: versos sem reverso – editor Benedito Ramos Amorim, no ano seguinte publicou outro livro de poemas: Maquinações Poéticas com o mesmo editor e logo em seguida o romance: Sonho de Uma Noite na Índia lançado sob a edição de Benedito Ramos Amorim no ano 2016. O nascimento de vênus livro de poemas publicado em 2019 – editora CBA. Em 2021 – editora Viva – Um Jeito Feminino de Ser Crônicas e Contas. 2021 – Editora Viva – Camaleoa – Romance 2023- editora Viva – Poemas Esquecidos – aguardando lançamento. Pintora autodidata fez duas exposições no MISA – 2014 e 2019. Uma exposição coletiva no parque shopping. Sua pintura é espontânea, tem traços de impressionismo, no entanto as cores são sua paixão e desafio, flores e mulheres místicas são seu tema favorito. Quer através da pintura resgatar o divino no feminino, a deusa geratriz que impulsiona a humanidade para a procura do bem e o belo, tanto externamente na natureza que nos cerca quanto interna na força do espírito que constrói e eleva o homem aos paramos dos deuses.

