DETIDO DESDE MARÇO
Militar Geraldo Leite Rosa Neto foi preso acusado de matar a esposa PM com um tiro na cabeça
A Polícia Militar de São Paulo (PMSP) publicou um decreto nesta quarta-feira (10/6) oficializando a aposentadoria do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, preso acusado de matar a esposa, e também PM, Gisele Alves Santana.
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!
Desde abril, quando Geraldo Neto foi afastado da PM, a pensão dele continuou sendo paga pela polícia.
Leia também
O decreto assinado pelo diretor de Inatividade e Pensão Militar, coronel Antonio Thomazelli Júnior, transfere oficialmente o pagamento de pensão dele para a SPPrev, a instituição do Governo do Estado de São Paulo responsável pelas aposentadorias e pensões dos servidores públicos estaduais e militares.
Sendo assim, a partir do mês de julho, Geraldo Leite Neto passará a receber a remuneração não mais pela Polícia Militar, mas sim pela São Paulo Previdência.
Segundo a PM, o valor da pensão poderá ser cortado pela SPPrev caso o tenente-coronel seja condenado pela Justiça Militar à perda de patente pela morte da ex-esposa. Ele enfrenta um processo dentro da corporação, que pode resultar na expulsão oficial da PM e influenciar na perda da aposentadoria.
Caso isso ocorra, ele passará ao regime comum de aposentadoria do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Quarenta e duas pessoas serão ouvidas em 5 dias de audiências do tenente coronel
O julgamento que decidirá se o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto será ou não submetido ao Tribunal do Júri vai ser dividido em cinco dias e terá o depoimento de 42 testemunhas. Ele é acusado de matar a esposa, a policial militar (PM) Gisele Alves Santana, com um tiro na cabeça.
As audiências que encerram a fase de instrução estão marcadas para começar em 29 de junho, e encerram somente em 3 de julho, com o interrogatório do réu.
Dentre as testemunhas, estão policiais civis e militares, familiares e amigos da vítima, agentes que atenderam a ocorrência, vizinhos e funcionários do prédio onde o casal morava. Geraldo deve ouvir todos os depoimentos.
Desembargador não está entre testemunhas arroladas
O desembargador Marco Antônio Pinheiro Machado Cogan, amigo pessoal do tenente-coronel e para quem Geraldo ligou após o disparo, não foi arrolado como testemunha para a audiência de instrução. Tanto a acusação quanto a defesa entenderam que sua participação, embora relevante no dia dos fatos, não seria necessária ou pertinente para a prova do crime em si.
O magistrado foi até o apartamento na manhã em que Gisele foi encontrada morta e orientou o tenente-coronel. Antes disso, o militar ligou diversas vezes para o desembargador.
Cogan relatou à Polícia Civil que, naquela manhã, havia acabado de sair de uma aula de ginástica, quando recebeu uma ligação do coronel, que falava de forma acelerada e nervosa. Registros da Polícia Científica, obtidos pelo Metrópoles, mostram que esse contato não foi imediato nem único.
Antes de conseguir falar pela primeira vez com o desembargador, às 8h04, o tenente-coronel tentou contato ao menos três vezes, entre 8h02 e 8h03, sem sucesso. Há ainda registros de novas oito tentativas até que, por volta das 8h41, o magistrado atende novamente à chamada do oficial.
Além do desembargador, Geraldo Neto já havia feito outras ligações, tentando acionar o 190, não aguardando atendimento em um primeiro momento. Também falou com um superior e, só depois, voltou a buscar contato externo, incluindo o magistrado.




