Duas captações de órgãos foram feitas no Hospital Geral do Estado (HGE), em Maceió, na segunda-feira (22), e poderão mudar a vida de dez pessoas que aguardam por um transplante em Alagoas. Os procedimentos ocorreram após a confirmação da morte encefálica de uma mulher de 33 anos e de um homem de 30 anos, cujas…
Duas captações de órgãos foram feitas no Hospital Geral do Estado (HGE), em Maceió, na segunda-feira (22), e poderão mudar a vida de dez pessoas que aguardam por um transplante em Alagoas. Os procedimentos ocorreram após a confirmação da morte encefálica de uma mulher de 33 anos e de um homem de 30 anos, cujas famílias autorizaram a doação dos órgãos.
Graças ao gesto de solidariedade dos familiares, foram captados quatro rins, duas córneas e dois fígados, ampliando a esperança de pacientes que dependem do transplante para continuar vivendo ou recuperar a qualidade de vida. Mas, de acordo com dados da Central de Transplantes de Alagoas, atualmente 617 pessoas aguardam por um órgão ou tecido no estado.
“Deste total, 559 esperam por uma córnea, 42 por um rim e 16 por um fígado. Esse número pode diminuir se mais famílias autorizarem a doação quando, inevitavelmente, existir o diagnóstico de morte encefálica. Por isso, é fundamental que as pessoas conversem sobre o assunto com seus familiares e deixem clara a intenção de serem doadoras”, pontuou a coordenadora da Central de Transplantes de Alagoas, Daniela Ramos.
Os acolhimentos às famílias foram feitos por profissionais capacitados da Organização de Procura de Órgãos (OPO), que atuam com sensibilidade, respeito e acolhimento em um momento de profunda dor. Após a confirmação rigorosa da morte encefálica, conforme os protocolos estabelecidos pelo Conselho Federal de Medicina, os familiares receberam todas as informações necessárias sobre o processo e tiveram a liberdade para decidir se ajudariam outras vidas.
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“Com esses dois ‘sim’, fizemos uma grande movimentação no HGE, com apoio total dos profissionais de diferentes equipes da Secretaria de Estado da Saúde [Sesau]. Sem essa rede integrada, não conseguiríamos condições para a realização dos procedimentos e a execução da logística necessária para o transporte de cada órgão ao seu destinatário”, acrescentou o coordenador médico da OPO, Lucas Santana.
Contudo, a Central de Transplantes de Alagoas, a OPO e a direção do HGE agradecem o empenho de todos os servidores envolvidos nas duas operações, que incluem equipes assistenciais, cirúrgicas, setores de apoio e logística hospitalar. Em especial, o Governo de Alagoas se solidariza às famílias dos doadores, que, mesmo diante da perda de seus entes queridos, conseguiram oferecer uma nova oportunidade de vida a outras pessoas.
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