Semanas após ter seu nome associado a um possível tarifaço proposto pela gestão de Donald Trump sobre produtos brasileiros, o pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta terça-feira (23/6) que irá aos Estados Unidos atuar contra a aplicação da tarifa de 25%.
“Mais uma vez, no dia 6 de julho agora, vou aos Estados Unidos para fazer a defesa das empresas brasileiras, para que não sejam novamente tarifadas com mais 25% dos nossos produtos que forem exportados para os Estados Unidos, porque nós já temos as empresas mais taxadas do mundo pelo atual governo. Não é justo, mais uma sobretaxa dos nossos produtos que vão para os Estados Unidos”, afirmou na Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne (Feicorte), em Presidente Prudente (SP), diante de vários representantes do setor produtivo. Ele participou do evento ao lado do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).
No dia 6 de julho, está prevista uma audiência na Comissão de Comércio Internacional dos EUA para debater a recomendação de taxar o Brasil feita pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) após investigação sobre práticas comerciais brasileiras.
O órgão recomendou, no início do mês, uma taxa de 25% às importações brasileiras para punir práticas “irrazoáveis”. A conclusão da investigação foi divulgada logo após uma visita de Flávio aos Estados Unidos, onde ele se encontrou com o presidente Donald Trump e membros do alto escalão do governo do país. Horas após a divulgação da decisão do escritório, Trump também postou fotos do encontro com o senador brasileiro.
O governo federal trabalha com o prazo de 15 de julho para fechar um acordo tarifário. Essa foi a data fixada pela USTR para uma definição sobre o tema.
As audiências públicas convocadas pelo USTR funcionam como um canal de participação do setor privado e da sociedade civil. Nelas, interessados podem apresentar documentos e solicitar espaço para se manifestar.
A ofensiva para se dissociar da medida contrária ao setor produtivo brasileiro incluiu uma carta enviada no dia 2/6 ao secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, na qual pede que o governo norte-americano não aplique tarifas sobre produtos brasileiros.



