A Polícia Federal (PF) pediu o indiciamento do presidente da Agência Nacional de Mineração (ANM), Mauro Henrique Moreira Sousa, e de outras 16 pessoas por esquema de mineração ilegal na Serra do Curral, em Minas Gerais. Os pedidos constam no inquérito da Operação Parcours.
A operação concluiu que empresários, servidores públicos, consultores e geólogos teriam fraudado planos de recuperação ambiental para manter a exploração de minério de ferro na Mina Granja Corumi, localizada na Serra do Curral — a área é tombada e protegida.
Segundo a investigação, as empresas eram favorecidas por esquemas dentro da agência, segundo publicou o G1. A Polícia Federal aponta que os suspeitos utilizavam planos que previam a preservação e o fechamento da mina para mascarar a extração comercial de minério.
Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles
Ou seja, enquanto os órgãos de fiscalização acreditavam que a mina estava em recuperação ambiental, o grupo mantinha a exploração mineral no local. Com o esquema, o grupo esperava faturar cerca de R$ 2,3 bilhões.
As atividades ilegais teriam ainda causado danos ambientais na Serra do Curral. A área já sofre com a degradação ambientação em decorrência da exploração de minério e entrou no radar de ambientalistas e membros da sociedade civil que se opõem à exploração da Serra.
Em nota, a ANM informou que toda a atuação institucional da órgão “esteve relacionada ao cumprimento das determinações da Justiça Federal e à condução administrativa do processo de fechamento definitivo da mina”.




