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Tarifaço: 4,1 mil produtos exportados podem ser atingidos, alerta CNI


Uma estimativa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgada nesta segunda-feira (6/7), mostra que mais de 4 mil produtos exportados para os Estados Unidos podem ser afetados caso sejam impostas tarifas de 25% pelo governo de Donald Trump, o equivalente a US$ 14,9 bilhões em exportações.

As taxas foram sugeridas pelo Escritório do Representante de Comércio (USTR) e fazem referência a uma alegada prática de comércio desleal por parte do Brasil. Representantes da indústria e do agronegócio brasileiros estão em Washington, nos EUA, para uma audiência pública sobre o tema.

A expectativa é que o Brasil consiga provar que não oferece qualquer tipo de ameaça ao mercado norte-americano. O prazo final para a decisão do governo dos EUA sobre o tarifaço é dia 15 de julho e o governo tem intensificado os diálogos com representantes americanos.

Atualmente, os 4,1 mil produtos afetados já estão submetidos à tarifa adicional de 10%, prevista pela legislação norte-americana e que estará vigente até o dia 24 de julho. Caso as negociações entre os países não avancem em benefício brasileiro, serão impostas duas novas tarifas, uma de 25%, referente à decisão da USTR, e outra de 12%, motivada sob acusação de trabalho escravo no país. Somadas, as duas taxas chegam a 37,5%.

Veja alguns itens que podem ser afetados pelo tarifaço:

  • Ferro-gusa não ligado;
  • Açúcar de cana em forma sólida;
  • Álcool etílico não desnaturado;
  • Tabaco curado por fumaça ou processado; e
  • Hidróxido de alumínio.

O presidente da CNI, Ricardo Alban, afirmou que, dos 13 maiores produtos que seriam impactados com a taxa, o Brasil é o maior fornecedor para a economia americana de 11 deles.

“Nós temos que manter o diálogo, temos que esperar que o governo possa manter o diálogo dentro dessa lógica técnica, sabemos que toda uma geopolítica está envolvida, mas se nós precisamos fazer um trabalho o mais técnico possível no processo de convencimento”, disse nesta segunda após se reunir com o ministro da Fazenda, Dario Durigan.



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