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Peterson Ykaro é enterrado sob forte comoção; tio-avô preso é investigado por estupro de vulnerável seguido de morte


Família pede justiça durante despedida do menino de 6 anos, sepultado em Santa Luzia do Norte

Foi enterrado na tarde desta terça-feira (8), em Santa Luzia do Norte, o corpo do menino Peterson Ykaro, de 6 anos, morto na segunda-feira (7), em um terreno baldio no bairro Cidade Universitária, na parte alta de Maceió. O principal suspeito do crime é Emanuel Vicente, de 46 anos, tio-avô da criança, preso nesta terça-feira. Sob forte comoção, familiares e amigos participaram da despedida.

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Antes do sepultamento, o corpo de Peterson foi velado na residência da família, na Cidade Universitária. O local ficou tomado pelo silêncio e pela dor de parentes e amigos que foram prestar as últimas homenagens ao menino.

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Por volta das 13h30, o corpo chegou à casa onde a família se reuniu para a despedida. Foi nesse mesmo endereço que Peterson foi deixado pelo pai, na tarde de segunda-feira, sob os cuidados do tio-avô. Depois do velório, o corpo seguiu para Santa Luzia do Norte, onde foi sepultado.

A comoção também chegou à escola onde Peterson estudava. Em sinal de luto, a direção suspendeu as aulas nesta terça-feira. Professores e coordenadores prestaram apoio à família e participaram das homenagens.

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O diretor da escola, Wanderson Santos, falou sobre o impacto da morte do estudante na comunidade escolar.

“Um menino que a gente tem o maior apreço com ele na escola, um menino dedicado. E a gente gostava muito dele, né? E a gente está dando, veio aqui dar o suporte também para a família, liberando as turmas, liberando as aulas. E disponibilizamos, falando com a prefeitura, disponibilizamos o ônibus para a assistência da família. Mas é muito triste, triste para a gente, triste para a gente conviver com ele, né? Diariamente, muito triste.”

Segundo a investigação da Polícia Civil, Emanuel Vicente, de 46 anos, tio-avô de Peterson, teria saído da residência da família com a criança e a levado até um terreno baldio, na Cidade Universitária, onde o crime aconteceu.

Imagens de câmeras de segurança registraram os dois juntos em uma área de matagal. Cerca de 40 minutos depois, o suspeito aparece deixando o local sozinho. O corpo de Peterson foi encontrado por familiares poucas horas depois.

A delegada responsável pelo caso informou que a investigação trabalha, inicialmente, com a hipótese de estupro de vulnerável qualificado pela morte. A confirmação da causa da morte depende dos laudos periciais.

“O que foi apurado ontem pela equipe de local de crime foi de que esse tio teria levado essa criança até um terreno baldio, cerca de 800 metros da residência dessa criança, e lá teria mantido relação sexual, abuso sexual em relação a essa criança. Provavelmente ela foi morta por sufocação, asfixia, que vai ser confirmado com a questão do laudo do IML. E em seguida esse homem de 46 anos teria levado, ele vivia em situação de rua, mas até as próprias filhas dele moravam ali na localidade, então ele frequentava ali a localidade. Inclusive o terreno baldio onde essa vítima foi encontrada sem vida, era também frequentado pelo autor.”

Emanuel Vicente foi localizado e preso na manhã desta terça-feira, na região da Usina Utinga Leão, em Rio Largo. Segundo a Polícia Civil, equipes de segurança da usina identificaram o suspeito e acionaram a Polícia Militar, que realizou a prisão e conduziu o homem até a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

A delegada explicou como ocorreu a prisão.

“As seguranças da usina Utinga Leão visualizaram e efetuaram a prisão dele, acionaram a equipe da Polícia Militar que conduziu esse homem de 46 anos aqui à sede da DHPP, onde vai ser lavrado o alto e prisão flagrante em seu desfavor pelo crime de estupro de vulnerável e o seguido de morte.”

A Polícia Civil informou que novas testemunhas devem ser ouvidas. A análise das imagens de câmeras de segurança, junto com os laudos periciais, será fundamental para esclarecer a dinâmica do crime.

Durante a despedida, familiares cobraram justiça e pediram que o caso seja totalmente esclarecido.

Em nota, a Polícia Científica informou que, em respeito aos familiares e à memória da vítima, e em cumprimento ao artigo 20 do Código de Processo Penal, não divulgará novos detalhes sobre o caso neste momento para não comprometer o andamento das investigações.

Os laudos periciais seguem em elaboração e serão encaminhados às autoridades competentes dentro dos prazos legais.



Fonte: Gazetaweb