O passaporte do publicitário investigado Thiago Miranda deverá ser apreendido em breve após decisão do ministro André Mendonça, relator do Caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF), expedida neste sábado (11/7). A determinação foi feita após um pedido da Polícia Federal (PF), que apontou “risco concreto de fuga”.
Segundo a PF, Miranda já tinha uma viagem marcada para a próxima segunda-feira (13/7), com destino a Miami, nos Estados Unidos. Tendo o compromisso em vista, a corporação afirmou haver “sério risco” de que o publicitário fugisse do país.
Mendonça ainda determinou a inclusão imediata da proibição no Sistema de Tráfego Internacional, “crucial para proteger o andamento, a eficácia e o resultado útil das investigações”, classificou em sua decisão.


O empresário contratou influencers para divulgar conteúdo contra o Banco Central na liquidação do Banco Master
Luis Nova/Especial Metrópoles (@LuisGustavoNova)

Thiago e seu advogado deixando a sede da PF após prestar depoimento do publicitário em maio
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O empresário depôs à PF no âmbito do inquérito dos influencers
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Dono da Agência Mithi, Thiago Miranda
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Thiago Miranda e advogado saem da sede da Polícia Federal (PF), em Brasília
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Thiago Miranda foi ouvido na terça-feira (12/5)
Luís Nova/Especial para o Metrópoles @LuisGustavoNova

Thiago Miranda
Reprodução/Instagram
Devido à iminência da data da viagem, o ministro também deixou de abrir vista ao Ministério Público para que se manifestasse de forma prévia, “ressalvando-se a possibilidade de emitir manifestação posterior”.
O publicitário está sendo investigado por suspeita de coordenar uma rede de influenciadores que tentava desgastar a credibilidade do Banco Central (BC) nas redes sociais, durante as negociações para a compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB), com aval de Daniel Vorcaro.
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da Coluna Igor Gadelha
Além da viagem marcada, a PF ainda elencou outros elementos que reforçariam o risco do publicitário fugir do país, como as frequentes trocas de aparelhos celulares, o encerramento repentino das atividades de sua agência de comunicação (Agência Mithi) e o cancelamento de uma viagem ao Rio de Janeiro na véspera da operação de busca e apreensão realizada pela própria PF, na última quinta-feira (9/7).
Miranda também está proibido de tentar emitir um novo documento de viagem, caso contrário, será decretada sua prisão preventiva.



