A operação deflagrada pela Polícia Federal (PF) na última quinta-feira (9/7) contra o publicitário Thiago Miranda causou certa estranheza por ter acontecido à tarde, em um turno considerado incomum para ações da corporação. Geralmente, a PF cumpre mandados de prisão, busca e apreensão logo cedo pela manhã.
Mas, segundo a própria autoridade policial, a operação foi deflagrada no período vespertino em virtude da permanência inesperada de Miranda em Brasília, “visto que teria solicitado o reembolso de uma passagem aérea com destino à cidade do Rio de Janeiro, com deslocamento previsto para ocorrer no dia anterior, em 8 de julho”.
A explicação consta na decisão do ministro André Mendonça, relator do Caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF), expedida neste sábado (11/7), que mandou apreender o passaporte de Miranda.


O empresário contratou influencers para divulgar conteúdo contra o Banco Central na liquidação do Banco Master
Luis Nova/Especial Metrópoles (@LuisGustavoNova)

Thiago e seu advogado deixando a sede da PF após prestar depoimento do publicitário em maio
Luis Nova/Especial Metrópoles (@LuisGustavoNova)

O empresário depôs à PF no âmbito do inquérito dos influencers
Luis Nova/Especial Metrópoles (@LuisGustavoNova)

Dono da Agência Mithi, Thiago Miranda
Luis Nova/Especial Metrópoles (@LuisGustavoNova)

Thiago Miranda e advogado saem da sede da Polícia Federal (PF), em Brasília
Luis Nova/Especial Metrópoles (@LuisGustavoNova)

Thiago Miranda foi ouvido na terça-feira (12/5)
Luís Nova/Especial para o Metrópoles @LuisGustavoNova

Thiago Miranda
Reprodução/Instagram
Segundo apurou a coluna Igor Gadelha, do Metrópoles, o magistrado enviou a decisão para a PF na noite da quarta-feira (8/7), horas após assinar o despacho. A equipe de policiais avaliou que seria “mais exitoso” deflagrar a operação à tarde.
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do Metrópoles
As residências do publicitário na capital federal foram vasculhadas pela PF em uma nova fase da operação Compliance Zero. Ele é suspeito de coordenar uma rede de influenciadores que tentava desgastar a credibilidade do Banco Central (BC) nas redes sociais durante as negociações para a compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB), com aval de Daniel Vorcaro.



