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Acusada de matar o marido em 2021 volta a ser presa por morte de novo companheiro


Prisão preventiva foi decretada após audiência de custódia; mulher já é ré por outro homicídio.

— Foto: Arquivo / Reprodução

Uma mulher identificada como Francisca Erivanda da Silva Alcântara foi presa em flagrante suspeita de matar o companheiro na zona rural de Ipu, no interior do Ceará. O crime ocorreu na última sexta-feira (10), e, no sábado (11), a Justiça converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva durante audiência de custódia.

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De acordo com a decisão judicial, a vítima, Francisco José Rodrigues da Silva, foi encontrada morta com sinais de violência dentro da residência onde morava com a suspeita. Conforme os autos, Francisca era a única pessoa que estava na casa com o companheiro na noite em que o crime aconteceu.

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Após o homicídio, equipes da Polícia Civil iniciaram buscas e localizaram a mulher poucas horas depois, em frente a uma agência bancária no centro de Ipu. No momento da abordagem, ela estava com uma mochila.

Ao fundamentar a decisão pela prisão preventiva, o magistrado destacou que testemunhas relataram uma discussão entre o casal durante a madrugada. O juiz também considerou o depoimento dos policiais responsáveis pela prisão, além da informação prestada pela própria suspeita de que permaneceu sozinha com a vítima no imóvel. Outro elemento citado foi o resultado da perícia, que apontou que fios de cabelo encontrados na sala da residência pertenciam à investigada.

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Ré por outro homicídio

A decisão judicial também ressalta que Francisca Erivanda já responde a outra ação penal por homicídio. Segundo o processo, ela é acusada de matar, em 2021, o então companheiro William Pereira do Nascimento, utilizando, conforme a Justiça, um modo de execução semelhante, com golpes de arma branca.

Na ocasião, ela chegou a ser presa em flagrante, em 29 de agosto de 2021, mas foi colocada em liberdade dois dias depois mediante o cumprimento de medidas cautelares, como comparecimento aos atos do processo, proibição de deixar a comarca sem autorização e obrigação de informar qualquer mudança de endereço.

Além desse processo, a suspeita possui registros policiais por lesão corporal no contexto de violência doméstica, desacato e resistência.

Ao decretar a prisão preventiva, o juiz também observou que, no processo referente ao homicídio de 2021, Francisca era considerada foragida, após mudar de endereço sem comunicar à Justiça. A situação dificultou sua localização para citação no processo e levou o Ministério Público a solicitar a citação por edital e a decretação de sua prisão cautelar.



Fonte: Gazetaweb