Caso de furto na Cruz das Almas
A Polícia Civil de Alagoas investiga o furto de R$ 13 mil ocorrido no interior do apartamento de uma idosa de 83 anos, que possui uma das pernas amputadas e usa cadeiras de roda no bairro de Cruz das Almas, em Maceió. O crime, registrado por câmeras de segurança no dia 8 de julho de…
A Polícia Civil de Alagoas investiga o furto de R$ 13 mil ocorrido no interior do apartamento de uma idosa de 83 anos, que possui uma das pernas amputadas e usa cadeiras de roda no bairro de Cruz das Almas, em Maceió.
O crime, registrado por câmeras de segurança no dia 8 de julho de 2026, está sob a condução da equipe do 6º Distrito Policial (6º DP), sob a coordenação do delegado Robervaldo Davino.
As imagens do circuito interno do condomínio, que já estão em posse dos investigadores, mostram a rotina da vítima em sua cadeira de rodas sendo auxiliada no elevador, ao mesmo tempo em que registram a presença de uma mulher suspeita circulando pelas dependências do edifício.
Invasão e mistério sobre facilitação
De acordo com a polícia, quase todos os aspectos que envolvem a ação criminosa são tratados como mistério. O primeiro ponto sob investigação é a facilidade com que a criminosa entrou no condomínio e conseguiu acesso ao apartamento da idosa, o qual ela invadiu utilizando chaves. Outro forte indício é o fato de ela saber exatamente que havia a quantia de R$ 13 mil guardada no imóvel.
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A quantia furtada seria utilizada pela idosa para honrar pagamentos de sua própria sobrevivência e de cuidados diários, uma vez que ela possui mobilidade reduzida. O furto ocorreu no momento em que a idosa havia saído para um passeio acompanhada de seu filho e de sua cuidadora. Ao retornarem, encontraram o quarto revirado e deram falta do dinheiro.
Suspeita usava máscara e mochila
De acordo com as gravações datadas da manhã do crime, uma mulher vestindo calça clara, camiseta de cor neutra, usando máscara de proteção facial e carregando uma mochila nas costas foi flagrada transitando pelas áreas comuns do prédio.
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Varredura nos andares: A suspeita foi gravada caminhando pelo corredor do 5º andar e observando as portas dos apartamentos.
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Acesso ao prédio: O sistema de monitoramento também registrou o momento em que a mulher passa pela portaria e utiliza o teclado de acesso próximo à catraca de segurança para deixar o local.
Veja as imagens:
As primeiras imagens mostram a idosa de 83 anos em sua cadeira de rodas dentro do elevador. Ela está acompanhada por uma mulher (provavelmente sua cuidadora ou familiar), que a auxilia a sair do elevador para o passeio planejado.
Depois, a suspeita é flagrada caminhando pelas áreas externas do condomínio. Ela veste calça bege/clara, blusa de tom semelhante, máscara de proteção facial clara e carrega uma mochila marrom nas costas. Em seguida, ela entra no elevador social. Ela aperta os botões do painel, ajusta a máscara no rosto e aguarda a subida olhando discretamente ao redor.
A câmera do corredor do 5º andar ainda registra a suspeita caminhando em direção aos apartamentos. No meio do caminho, ela cruza com outra moradora (vestindo blusa rosa). Para disfarçar sua presença, a suspeita continua andando até o final do corredor, próximo à porta corta-fogo, onde aguarda que a outra pessoa entre no elevador antes de agir.
Por fim, a suspeita é capturada caminhando pela calçada interna em direção à saída. Nas imagens finais da portaria, ela aparece mexendo no celular em frente à catraca de segurança, passa pelo portão de acesso principal sem dificuldades e deixa o local tranquilamente.
Investigação policial
Todos os funcionários do condomínio e familiares da idosa já foram ouvidos pelas autoridades policiais e negaram conhecer a suspeita filmada.
“As investigações estão em andamento e todas as diligências necessárias estão sendo realizadas para esclarecer as circunstâncias do crime e identificar a autoria do furto”, informou a Polícia Civil.
O delegado Robervaldo Davino, em entrevista à TVPajuçara, ressaltou que, embora desafiador, há possibilidade de recuperar o montante caso a suspeita seja localizada antes de gastar os valores.
A polícia solicita que qualquer informação que ajude a identificar a mulher que aparece nas imagens seja repassada de forma totalmente anônima e sob sigilo por meio do Disque Denúncia (181).
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