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Argentina vira sobre Inglaterra com Messi brilhante, despacha rival e vai buscar bi da Copa contra Espanha


Diego Maradona e La Mano de Dios. Claudio Roa e os pênaltis defendidos. A volta por cima de David Beckham. Se cenas não faltam no passado de Inglaterra contra Argentina, o presente vai oferecer mais uma: 15 de julho de 2026, o dia de Lionel Messi e todo seu exército. Em uma semifinal de atmosfera fantástica antes e durante o confronto no Mercedes-Benz Stadium, o…

Diego Maradona e La Mano de Dios. Claudio Roa e os pênaltis defendidos. A volta por cima de David Beckham. Se cenas não faltam no passado de Inglaterra contra Argentina, o presente vai oferecer mais uma: 15 de julho de 2026, o dia de Lionel Messi e todo seu exército.

Em uma semifinal de atmosfera fantástica antes e durante o confronto no Mercedes-Benz Stadium, o astro não foi às redes, mas serviu Enzo Fernández e Lautaro Martínez para mais uma emocionante vitória dentro da Copa do Mundo. A sétima consecutiva, que a coloca, quem sabe, no caminho de mais um título.

A Inglaterra saiu na frente, com Anthony Gordon, mas sentiu o peso de segurar um resultado que parecia seu. Faltando cinco minutos e mais os acréscimos para o fim, a atual campeã mostrou o que sabe. Enzo, em chute colocado no canto de Pickford, e Lautaro, em cabeceio completamente livre na segunda trave, definiram a virada por 2 a 1 e o carimbo no passaporte. Chegou a hora de Nova Jersey.

A missão agora será superar a Espanha, que do outro lado da chave tirou a favorita França. O embate entre as duas melhores seleções do planeta está marcado: domingo (19), no MetLife Stadium. O último ato da, em número de participantes, maior Copa de todos os tempos.

Do outro lado, tristeza para quem fica. A Inglaterra viu muito de perto a chance de voltar a uma final de Mundial, o que só aconteceu em 1966, ano de seu único título. Mas erros e mais erros a levaram para outra rota. Em vez de Nova York, a despedida será em Miami, no Hard Rock Stadium, quando enfrenta a França, no sábado (18), no Hard Rock Stadium.

Futebol? Quase não teve!

O campo era de futebol. Os times eram de futebol. A bola, olha só, também era de futebol. Mas praticamente tudo do que foi praticado nos 45 minutos iniciais em Atlanta foi outro esporte, bem mais bruto do que deveria.

A natural tensão de um clássico como Inglaterra e Argentina transformou o ambiente desde a torcida e mexeu com a postura dos jogadores. A cada dividida, escapava um cotovelo, uma braçada, uma pisada extra. Se a falta fosse marcada, troca de empurrões e rodinha em cima do árbitro.

Com a bola, a Inglaterra tentou jogar mais. Pressionou a saída de bola argentina, se posicionou no campo de ataque e arriscou ultrapassagens pelos lados. Rogers, pela direita, e Gordon, na esquerda, até levaram vantagem em uma ou outra jogada, mas o penúltimo passe não foi certo.

Na Argentina, Messi era vigiado de perto por Elliot Anderson, que inaugurou os cartões aos 36 minutos, em falta sobre o astro. Na sequência, a única chance de perigo. Enzo Fernández arriscou de longe e mandou bem perto do travessão. Pickford pulou, mas não precisou desviar.

Inglaterra acha gol, Argentina busca até o fim

Dois minutos foram suficientes para o segundo tempo ter mais futebol que o primeiro. Nesses poucos segundos, Julián Alvarez obrigou a primeira defesa de Pickford, pegou o próprio rebote e fuzilou a rede do lado de fora, com desvio. A Argentina parecia pronta para entrar no jogo.

Mas, nessas alternâncias que o futebol permite, o gol saiu do outro lado. Em jogada ofensiva que começou com lançamento de Harry Kane, Rice pegou a sobra e serviu Rogers na direita. Ele cruzou para Gordon, na segunda trave, se antecipar a Molina e deixar a Inglaterra mais perto da final.

Depois disso, mesmo com mais 40 minutos, só um time jogou. A Argentina subiu de nível e criou várias chances. Nico González, de cabeça, parou em defesa gigante de Pickford após cruzamento de Messi. Novamente pelo alto, Mac Allister acertou a trave direita. Na sequência, de novo o meia do Liverpool, agora para defesa do goleiro inglês.

O gol amadureceu tanto que saiu aos 40 minutos, quando a Argentina, totalmente aberta, já tinha atacantes e energia de sobra. Messi bateu escanteio curto e serviu Enzo Fernández para empatar. Explosão de euforia e que ficaria ainda maior minutos depois. O próprio Messi, livre na direita, encontrou um cruzamento totalmente perfeito para que Lautaro, livre na segunda trave, desse o golpe final em uma Inglaterra que só quis se defender.

Um castigo para quem abdicou do jogo. Um prêmio a quem quis a bola. E teve tudo que uma finalista precisa.





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