Fábio Matias mudou a estrutura do CRB. Saiu a formação com três volantes e entrou um meio-campo capaz de conversar melhor com a bola. Chrystopher atuou mais recuado, com Danielzinho e Pedro Castro à frente. A mudança aumentou a circulação, aproximou os setores e ativou Thiaguinho, Mikael e Dadá Belmonte.
O Náutico, pressionado pela sequência sem vitórias, também foi modificado. Jean Carlos retornou ao time, Reginaldo formou uma dobra pelo lado direito e Léo Índio entrou na defesa. Mesmo assim, o CRB assumiu o controle e criou as melhores oportunidades.
Aos 33 minutos, após revisão do VAR, foi marcada a penalidade cometida por Matheus Ribeiro sobre Danielzinho. Mikael bateu forte, marcou seu 12º gol e assumiu isoladamente a artilharia da Série B. O Galo ainda teve oportunidades para ampliar antes do intervalo, mas desperdiçou.
No segundo tempo, a entrada de Arnaldo melhorou o lado direito do Náutico. O CRB passou a esperar um pouco mais para atacar os espaços deixados pelo adversário. A estratégia funcionou, as chances apareceram, mas Mikael, Thiaguinho e Dadá não conseguiram matar o jogo.
E quem desperdiça demais começa a flertar com o castigo. Aos 35 minutos, Jean Carlos cruzou e Kauã Maranhão empatou de cabeça. Parecia que o CRB pagaria novamente pela falta de eficiência.
Mas o futebol também premia quem entende a jogada antes dos outros. Na saída de bola, Dadá recebeu, levantou a cabeça e não encontrou nenhum atacante na área. Chrystopher percebeu o espaço, atacou as costas da defesa e apareceu como elemento surpresa para cabecear e devolver a vantagem ao Galo.
Foi o dono do jogo, não apenas pelo gol. Chrystopher participou da construção, deu equilíbrio ao meio-campo e teve inteligência para decidir.
A vitória por 2 a 1 levou o CRB aos 23 pontos e marcou o primeiro triunfo de Fábio Matias no comando. Valeu pelo resultado e pela melhora coletiva. Mas o alerta continua aceso: o time ainda perde oportunidades demais e voltou a sofrer gol. Em jogos equilibrados, deixar o adversário vivo costuma custar caro. Desta vez, Chrystopher não deixou.




