Leandro Santos/Arquivo Ascom Detran-AL
Um esquema fraudulento de grande proporção envolvendo o registro ilegal de veículos acendeu o sinal de alerta para os motoristas em Alagoas nesta segunda-feira (20). A fraude consistia em registrar e emplacar automóveis utilizando dados pessoais de cidadãos que não haviam autorizado o procedimento e, em muitos casos, sequer sabiam da existência dos bens em…
Um esquema fraudulento de grande proporção envolvendo o registro ilegal de veículos acendeu o sinal de alerta para os motoristas em Alagoas nesta segunda-feira (20). A fraude consistia em registrar e emplacar automóveis utilizando dados pessoais de cidadãos que não haviam autorizado o procedimento e, em muitos casos, sequer sabiam da existência dos bens em seus nomes. As vítimas acabavam atuando involuntariamente como “laranjas” no sistema. O caso resultou na exoneração imediata de uma servidora do Departamento de Trânsito de Alagoas (Detran/AL), suspeita de facilitar o esquema criminoso de dentro do órgão.
Como funcionava o esquema de fraude documental?
A descoberta veio à tona após usuários acessarem o aplicativo da Carteira Nacional de Habilitação (CNH Digital) e se depararem com automóveis desconhecidos vinculados aos seus perfis.
Segundo as investigações preliminares, os criminosos tinham acesso a dados sigilosos e utilizavam essa base de informações para realizar emplacamentos e registros irregulares. A suspeita principal que recai sobre as autoridades é de prática de fraude documental e uso indevido de dados pessoais.
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Apesar da demissão da servidora pública, o governo do estado enfatizou que a saída dela não encerra as investigações. Pelo contrário, um processo administrativo segue em andamento para auditar o sistema, mapear e identificar todos os veículos que foram inseridos de forma irregular na plataforma do Detran. Se as fraudes forem tecnicamente comprovadas, todos esses registros serão cancelados imediatamente.
Caso vai parar na Polícia Civil e no Ministério Público
Diante da gravidade da violação de dados, a Procuradoria Geral do Estado (PGE) recomendou formalmente o envio imediato do caso para duas frentes de investigação criminal:
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Polícia Civil de Alagoas: para apurar a autoria, a dinâmica das ações e o rastreamento dos veículos.
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Ministério Público do Estado (MP/AL): para oferecer denúncia e identificar se o esquema opera como uma organização criminosa estruturada.
O objetivo central é descobrir se existe um grupo maior ou uma rede de criminosos operando por trás dessa servidora. Até o momento da publicação desta reportagem, a Polícia Civil e a direção do Detran/AL não haviam emitido um posicionamento oficial detalhado sobre o andamento das buscas.
Passo a passo: Como se proteger e o que fazer se for vítima?
O caso serve como um alerta pedagógico para toda a população. Qualquer cidadão corre o risco de ter os dados utilizados indevidamente. Para evitar dores de cabeça futuras, como multas ou responsabilização por crimes cometidos com esses veículos, siga as orientações:
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Monitore o aplicativo: Acesse regularmente o app da CNH Digital na aba “Meus Veículos” para checar a sua lista.
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Identificou um carro desconhecido? Vá imediatamente à delegacia mais próxima.
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Formalize a denúncia: Registre um Boletim de Ocorrência (BO) detalhando que você não adquiriu ou autorizou aquele registro, resguardando seus direitos legalmente.
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