Câmeras de segurança de uma academia registraram uma confusão envolvendo um policial militar e um bombeiro do Distrito Federal, no último sábado (18/7), na Rua 4 Norte de Águas Claras (DF). O caso é investigado pela Polícia Civil (PCDF) como ameaça.
Veja as imagens:
O bombeiro Mauro Alves dos Santos, 48 anos, teria ameaçado o policial Luis Fernando Andrade de Oliveira, 43, ocasião em que, conforme relato da vítima e de testemunhas, exibiu a arma de fogo que portava e afirmou que “iria pegá-lo na porrada”.
Pelas imagens é possível ver o momento em que Mauro tira uma arma de fogo de dentro de um armário da academia e coloca a pistola na cintura. Em seguida, o bombeiro aparece discutindo com o policial.
Conforme o Boletim de Ocorrência registrado na 21ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Sul), policiais militares foram acionados para atender uma ocorrência na academia. No local, foram informados de que Mauro teria ameaçado o 2º sargento da PMDF.
Ainda de acordo com a ocorrência, um policial militar que presenciou parte da situação afirmou ter advertido Mauro, dizendo que exibir a arma e ameaçar outro policial era uma conduta inadequada.
Outra testemunha declarou ter visto o bombeiro colocar a arma na cintura e ouvido a ameaça direcionada à vítima.
Bombeiro nega ameaça
À Polícia Civil, Mauro Alves dos Santos apresentou uma versão diferente. Segundo ele, treinava com a namorada quando passou a ser encarado pelo policial militar, com quem iniciou uma discussão verbal.
O bombeiro afirmou que se sentiu ameaçado pela postura do outro envolvido e, por isso, foi até o armário onde guardava sua arma de fogo, retirou o armamento e o colocou na cintura.
O militar sustentou que não sacou, apontou ou utilizou a arma para ameaçar o policial. Também afirmou que a discussão terminou após a intervenção do gerente do estabelecimento e que voltou ao treino antes da chegada da Polícia Militar.
A namorada de Mauro, que também prestou depoimento como testemunha, confirmou que ele retirou a arma do armário e a colocou na cintura durante a discussão. No entanto, disse não ter visto o bombeiro apontar o armamento para ninguém nem ouvido ameaças explícitas, apenas uma troca de palavras em tom de confronto.
Após ouvir as partes, a autoridade policial determinou a lavratura de um Termo Circunstanciado (TC), enquanto o policial militar que afirma ter sido ameaçado manifestou interesse em representar criminalmente contra o bombeiro.
O Metrópoles acionou o Corpo de Bombeiros Militar do DF para se manifestar sobre o caso, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. O espaço segue aberto.




