O que aconteceu
Preços ao produtor nos EUA subiram menos do que o esperado. O índice PPI avançou 0,2% em março ante fevereiro — abaixo da expectativa de aumento de 0,3%, segundo economistas consultados pela Reuters. A alta anual foi de 2,1%, contra projeção de 2,2%. Na véspera, dados da inflação ao consumidor já haviam mostrado alta de 0,4% no mês passado, um pouco acima do esperado (0,3%).
Números enfraquecem apostas de corte dos juros em junho. Há a percepção de que, com a inflação ainda elevada nos EUA, o Fed (Federal Reserve, o Banco Central americano) deve adiar o início do corte de juros para julho ou setembro. Este cenário beneficia o dólar, que se torna mais atraente para investidores estrangeiros, e penaliza moedas de países emergentes, como o real.
Dados do varejo no Brasil também surpreenderam, mas para cima. As vendas do varejo ampliado — que inclui as atividades de material de construção, veículos e atacado alimentício — subiram 1,2% em fevereiro ante janeiro. O resultado veio bem acima da mediana das estimativas dos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, que previam queda de 0,9% no mês.
Com a inflação [dos EUA] apresentando piora, a expectativa do mercado de início do corte de juros pelo Fed [Federal Reserve] em junho diminui, o que impacta diretamente os ativos de risco pelo mundo.
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(Com Estadão Conteúdo e Reuters)



