No comentário de hoje, trato da disputa acirrada nas pesquisas eleitorais em Alagoas.
A poucos dias do fim do prazo para as convenções partidárias, os levantamentos mostram um cenário aberto para o Governo do Estado e para o Senado.
Na disputa pelo governo, Renan Filho e JHC aparecem tecnicamente empatados ou alternando vantagem, dependendo do instituto. A Real Time mostrou empate. A Paraná colocou JHC numericamente à frente. A Vox apontou vantagem de Renan Filho. A Falpe voltou a mostrar empate entre os dois.
Ou seja: ninguém tem eleição resolvida.
O mapa da disputa ajuda a explicar esse equilíbrio. JHC segue mais forte em Maceió. Renan Filho aparece melhor no interior, especialmente em cidades médias, no Agreste e no Sertão.
A eleição pode ser decidida justamente nesse cruzamento.
Renan Filho precisa reduzir a vantagem de JHC na capital. JHC precisa crescer no interior. Dois ou três pontos de um lado ou de outro podem mudar o cenário geral.
No Senado, a disputa é ainda mais embolada. São duas vagas, e o eleitor pode votar em até dois nomes. Isso abre espaço para voto cruzado, rearrumação de palanques e mudanças na reta final.
Renan Calheiros, Alfredo Gaspar, Arthur Lira e Davi Davino Filho aparecem como os principais nomes da corrida. A Falpe mostrou Renan Calheiros na liderança e uma briga pela segunda vaga entre Arthur Lira e Alfredo Gaspar.
Pesquisa eleitoral não é sentença. É fotografia do momento.
Mas, quando várias fotografias mostram disputa apertada, governo indefinido e Senado embolado, o recado político é claro: a eleição em Alagoas entra na fase das convenções sem dono.
A partir de agora, cada ponto passa a valer muito.




