INVESTIGAÇÃO
Laudo confirma presença de metomil em exame realizado no IML de Arapiraca; resultado foi encaminhado à Polícia Civil e à Sesau
A Polícia Científica de Alagoas confirmou a presença do inseticida metomil nas amostras biológicas coletadas de Gilberto Alves Vicente, de 36 anos, vítima da suposta intoxicação coletiva registrada no último fim de semana, em Pariconha. O resultado faz parte da investigação conduzida pela Polícia Civil sobre o caso.
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A substância foi identificada pelo Laboratório de Química e Toxicologia Forense após a análise do material recolhido durante o exame de necropsia realizado no Instituto Médico Legal (IML) de Arapiraca.
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Segundo o chefe do Laboratório Forense da Polícia Científica, perito criminal Thalmanny Goulart, o metomil é um inseticida utilizado na agricultura que atua diretamente no sistema nervoso, podendo provocar intoxicação grave em razão do acúmulo de acetilcolina no organismo.
Entre os sintomas associados à exposição ao produto estão náuseas, vômitos, diarreia, dificuldade para respirar, alterações cardíacas, tremores, fraqueza muscular e, em casos mais graves, paralisia da musculatura respiratória, podendo levar à morte. Conforme a Polícia Científica, o inseticida tem uso autorizado na agricultura brasileira e é classificado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um agrotóxico altamente perigoso, a depender da formulação.
O laudo pericial foi encaminhado ao delegado regional Rodrigo Cavalcante e ao delegado Carlos Melro, responsáveis pela investigação, para subsidiar a continuidade das apurações. O documento também foi enviado à Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), que utilizará o resultado para orientar as condutas médicas no atendimento aos pacientes intoxicados.
A Polícia Científica destacou que a identificação da substância é essencial para direcionar o tratamento de forma mais rápida e aumentar as chances de recuperação dos pacientes.
Em relação às amostras da bebida apreendida pelos órgãos de fiscalização e ao material biológico coletado dos pacientes que permanecem internados, a instituição informou que os exames periciais ainda estão em andamento no Laboratório de Química e Toxicologia Forense. Os laudos serão concluídos e encaminhados às autoridades competentes dentro dos prazos legais.



