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Mendonça autoriza 2º inquérito contra Lulinha


Novo inquérito identificou indícios de irregularidades na relação de Lulinha com empresário do setor de tecnologia e Dataprev

Reprodução

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça autorizou, na tarde desta sexta-feira (31/7), a abertura de um segundo inquérito para apurar suspeitas de tráfico de influência de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luís Inácio Lula da Silva. O fato tem relação com as investigações da Polícia Federal (PF) sobre a atuação de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, e desvios no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

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A informação foi revelada pelo O Estado de S. Paulo e confirmada pelo Metrópoles.

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O novo inquérito identificou indícios de irregularidades na relação de Lulinha com o empresário Cleber Ribas de Oliveira, sócio da empresa 3STRUCTURE IT.

A empresa teria buscado negócios na Dataprev, companhia de tecnologia do governo federal, e em outros órgãos. A investigação suspeita de que Lulinha tenha recebido ao menos uma viagem em troca de negócios na gestão federal.

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A PF ainda pediu um terceiro inquérito para apurar suspeitas de tráfico de influência envolvendo o filho do presidente, mas a solicitação ainda deve ser distribuída no STF.

O caso de Lulinha está com Andre Mendonça após sorteio no STF. Como a Polícia Federal não pediu que os novos inquéritos fossem distribuídos ao magistrado, os processos foram submetidos ao sorteio entre os ministros.

Apesar disso, o sistema de distribuição da Corte sorteou novamente Mendonça como relator.

O advogado Marco Aurélio de Carvalho, coordenador do grupo Prerrogativas e advogado de Lulinha, ressaltou ao Metrópoles que a defesa segue tranquila. No entanto, afirma que não teve acesso a essa nova abertura de investigação.

Caso rumoroso

O escândalo do INSS foi revelado pelo Metrópoles em uma série de reportagens publicadas a partir de dezembro de 2023. Três meses depois, o portal mostrou que a arrecadação das entidades com descontos de mensalidade de aposentados havia disparado, chegando a R$ 2 bilhões em um ano, enquanto as associações respondiam a milhares de processos por fraude nas filiações de segurados.

As reportagens do Metrópoles levaram à abertura de inquérito pela Polícia Federal (PF) e abasteceram as apurações da Controladoria-Geral da União (CGU). Ao todo, 38 matérias do portal foram listadas pela PF na representação que deu origem à Operação Sem Desconto, deflagrada no dia 23/4 e que culminou nas demissões do presidente do INSS e do ministro da Previdência, Carlos Lupi.

A PF suspeita que Ribas tenha atuado junto com o Careca do INSS e com a empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha, na busca por contratos com o governo federal. Um dos órgãos seria justamente a Dataprev.

Em diálogos de Roberta com o Careca, a investigação encontrou menção a “Cléber na Data”. A apuração identificou que o empresário chegou a fechar contratos com o governo e que a empresa recebeu pagamento da amiga de Lulinha.

A instituição afirma ter identificado uma viagem emitida com o mesmo localizador feita por Cléber Ribas com o filho do presidente Lula em 15 de dezembro de 2024 com destino a Foz do Iguaçu.

Esse elemento, de acordo com a PF, indica que o empresário pagou as despesas do filho do presidente e, por isso, abre precedentes para investigar se Lulinha atuou no esquema.



Fonte: Gazetaweb