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Lula ignorou dívida pública e segurança em convenção


Presidente Lula

Lula ignorou dívida pública e segurança em convenção | Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lançou oficialmente, no último domingo (2), sua candidatura para reeleição ao Palácio do Planalto. Durante convenção do PT em São Paulo, Lula discursou por mais de um hora e não abordou a dívida pública federal e a segurança pública. LEIA MAIS NOTÍCIAS DA POLÍTICA NACIONAL E INTERNACIONAL…

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lançou oficialmente, no último domingo (2), sua candidatura para reeleição ao Palácio do Planalto. Durante convenção do PT em São Paulo, Lula discursou por mais de um hora e não abordou a dívida pública federal e a segurança pública.

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Segundo apontou a pesquisa Nexus/BTG, divulgada nesta segunda-feira (3), a segurança pública lidera como principal problema do Brasil para 30% dos entrevistados. Entre eleitores do atual presidente, o número oscila para 31%, evidenciando o interesse pela pauta.

Já no âmbito da economia, o custo médio da dívida pública federal no acumulado dos últimos 12 meses subiu para 12,68% ao ano no mês de junho. É o maior patamar desde setembro de 2016, quando o custo médio estava em 12,75%. Os dados são do Tesouro Nacional. Em junho, a dívida pública federal do Brasil subiu 2,61% e alcançou R$ 9,268 trilhões.

A Dívida Bruta do Governo Geral – que compreende o governo federal, o INSS, os governos estaduais e municipais – alcançou R$ 10,4 trilhões, avançando para 81,9% do PIB (Produto Interno Bruno) em junho.

A segurança pública foi identificada como ponto frágil de uma eventual campanha ao longo do mandato. Para ter um discurso a apresentar no palanque, o governo Lula tentou emplacar a PEC da Segurança. A proposta recebeu várias críticas, como governadores reclamando de perda de autonomia.

A polemica foi tamanha que até o momento não houve aprovação. O texto segue parado no Congresso Nacional sem garantia de que será votado.

TEMAS ABORDADOS NO DISCURSO

Em sua fala, o mandatário mencionou em diversos momentos o ex-presidente Getúlio Vargas, em comparação às políticas voltadas aos trabalhadores e à inclusão social, e teceu elogios à conduta do ex-político. Segundo ele, as conquistas trabalhistas necessitam de “sindicato forte”, em referência às medidas dos últimos anos, como o fim da contribuição sindical obrigatória.

Lula e Getúlio lideram a lista dos chefes do Executivo que mais ficaram no poder, com o ex-presidente na casa dos 18 anos de comando, enquanto o petista se aproxima do fim de seu 12º ano de mandato.

Também em sua fala, o presidente voltou a reforçar a importância de investimentos na indústria de defesa do Brasil. Segundo ele, o setor deve ser destacado para que “ninguém invada o país para levar o presidente”. “Nós precisamos investir na defesa. Quero estar preparado para que ninguém invada o país para levar o presidente”, disse o petista.

O discurso ainda alcançou fortes críticas aos casos de violência contra as mulheres. O mandatário admitiu que o país ainda não chegou ao patamar indicado para diminuir os casos, mas que vê processos nas medidas tomadas pelo governo.

Lula também afirmou que em um eventual quarto mandato não seria mais “Lulinha paz e amor”, e sim um “Lulinha porreta”.

“Eu leio o passado para não errar no futuro. Hoje eu digo para todos e digo para vocês sem medo de errar. Peguem a história do Brasil a partir da proclamação. A história de Marechal [Deodoro da Fonseca] e de todos ate aqui. E veja quantos fizeram política de inclusão social. Neste quarto mandato não quero o Lulinha paz e amor, quero o Lulinha porreta. É hora de dar um salto de qualidade”, disse Lula.





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