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Cleitinho volta atrás e diz que ainda quer disputar governo de Minas


Belo Horizonte e Brasília – Menos de 24 horas após anunciar que não disputaria o governo de Minas Gerais, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) voltou atrás e afirmou, nesta terça-feira (4/8), que ainda quer ser candidato ao Palácio Tiradentes. A declaração foi feita durante a convenção nacional do Republicanos, em Brasília.

Em discurso, Cleitinho disse que tomou a decisão de desistir em um momento de fragilidade emocional, em meio ao luto pela morte do irmão, Matheus Azevedo, e pediu ao presidente nacional da legenda, Marcos Pereira, que reveja a decisão do partido.

“Eu quero ser candidato a governador e peço humildemente ao presidente que nos dê essa vaga. Eu não vou decepcionar o partido, não vou decepcionar o senhor, presidente. Vou aumentar essa bancada mineira dentro do partido e trabalhar principalmente pelo povo mineiro”, afirmou.

O senador disse que, ao gravar o vídeo em que anunciava a desistência, passava por um momento de “vulnerabilidade” e que foi incentivado pela família e por apoiadores a permanecer na disputa.

“Ontem, quando fui decidir essa situação, tive momentos de vulnerabilidade, de espiritualidade, não estava bem. Minha mãe e meu irmão chegaram em casa e falaram: ‘Não desista. A gente vai fazer campanha para você’. As mensagens que venho recebendo também dizem para eu não desistir”, declarou.

Desistência pública

Na segunda-feira (3/8), Cleitinho havia anunciado que não concorreria ao governo de Minas, alegando que precisava cuidar de si e da família após a morte do irmão. Em vídeo publicado nas redes sociais, o senador apareceu emocionado e afirmou que não tinha condições de enfrentar uma campanha eleitoral.

A desistência ocorreu após semanas de impasse entre Cleitinho e a direção nacional do Republicanos. O partido decidiu não confirmar sua candidatura, mesmo com o senador liderando as pesquisas de intenção de voto para o governo de Minas.

Com a saída de Cleitinho da disputa, a expectativa era de que o Republicanos, o PL e a federação União Progressista oficializassem apoio ao ex-secretário de Estado Marcelo Aro (PP), apontado como o principal nome do grupo para disputar o Palácio Tiradentes.



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