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Polícia investiga quatro denúncias de estupro de crianças contra o mesmo suspeito em Igaci


Segundo as investigações, crimes teriam sido praticados enquanto homem prestava serviços nas casas das famílias; mães relatam traumas e cobram responsabilização

A Polícia Civil de Alagoas investiga quatro denúncias de estupro de crianças atribuídas ao mesmo suspeito no município de Igaci, no Agreste do estado. De acordo com as investigações, os abusos teriam ocorrido enquanto o homem prestava serviços nas residências das famílias das vítimas.

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O caso mais recente foi denunciado há cerca de 15 dias, após um menino de 8 anos, diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA), revelar à mãe que havia sido vítima de violência sexual. Segundo a família, o suspeito realizava um serviço na residência quando teria chamado a criança para o quintal.

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A mãe contou que o filho demorou a conseguir falar sobre o que aconteceu e que o relato mudou completamente a rotina da família. Desde então, eles deixaram a casa onde moravam por medo e para tentar reconstruir a vida em outro local.

“Eu não sei mais o que é dormir direito. Tem dia que ele passa o tempo todo falando do abusador. Pergunta se a polícia vai protegê-lo e se eu vou conseguir protegê-lo”, desabafou a mãe.

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Após o registro da ocorrência, outras famílias procuraram a Polícia Civil relatando situações semelhantes envolvendo o mesmo investigado.

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Uma das denúncias é de uma mulher que afirma que a filha, diagnosticada com síndrome de Down, foi vítima do suspeito há cinco anos, quando tinha 10 anos. Segundo ela, o homem prestava um serviço na residência da família quando o crime teria ocorrido. A mãe disse que conseguiu interromper a situação e registrou boletim de ocorrência, mas afirma que ainda aguarda a conclusão das investigações.

Ela relata que, mesmo anos depois, a filha continua apresentando sinais do trauma.

“Ela se assusta com facilidade. Até quando entro no quarto ou chego perto dela, ela leva um susto. São marcas que ficaram”, afirmou.

Outra mãe também denunciou o homem por um suposto abuso contra o filho, uma criança diagnosticada com TDAH. Segundo o relato, o caso aconteceu há cerca de dois anos, enquanto o investigado realizava um serviço de manutenção na residência da família.

Ela afirma que o menino ainda convive com as consequências emocionais do episódio.

“Foram muitas noites sem dormir. Meu filho passou a ter medo e só queria ficar perto de mim”, contou.

As três famílias dizem que convivem diariamente com o sofrimento das crianças e cobram uma resposta das autoridades. Segundo elas, o objetivo agora é evitar que outras vítimas sejam feitas.

O advogado que representa algumas das famílias defendeu a rápida apuração das denúncias e afirmou esperar que, caso as acusações sejam comprovadas, o investigado seja responsabilizado.

“Esperamos que as autoridades abracem essas denúncias, promovam uma apuração rigorosa e, se os fatos forem confirmados, que o responsável responda pelos crimes na forma da lei”, declarou.

A Polícia Civil informou que investiga quatro denúncias relacionadas ao mesmo suspeito. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre eventual prisão ou indiciamento do investigado.



Fonte: Gazetaweb