A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) afirmou que menos de 3% dos maquinistas das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade compareceram ao trabalho na manhã desta quarta-feira (5/8), segundo dia de greve dos ferroviários.
O número é semelhante ao registrado no início da paralisação. Segundo a empresa, o efetivo total de funcionários é de aproximadamente 47%, abaixo do mínimo determinado pela Justiça.


Greve da CPTM afeta passageiros na estação Itaquera, zona leste de São Paulo
Leonardo Amaro/Metrópoles

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Greve da CPTM afeta passageiros na estação Itaquera, zona leste de São Paulo
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“Infelizmente, o contingente necessário para operar as linhas com mais estações e atender melhor a população não está sendo atingido, o sindicato continua não respeitando a decisão judicial”, afirmou o presidente da CPTM, Michael Cerqueira, em entrevista coletiva.
O Tribunal Regional do Trabalho determinou o mínimo de 80% do efetivo nos horários de pico e 60% nos demais períodos. Em caso de descumprimento, a multa diária é de R$ 400 mil.
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do Metrópoles SP
O Metrópoles procurou o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil (STEFZCB) e aguarda resposta.
Entenda a greve
- O Sindicato dos Trabalhadores decidiu paralisar as atividades a partir da meia-noite de terça-feira (4/8).
- Lideranças da categoria se reuniram com representantes do governo estadual na sede da Secretaria da Casa Civil. O encontro terminou sem acordo entre as partes.
- Na semana passada, os ferroviários já haviam aprovado indicativo de greve para a data, caso não houvesse avanço nas negociações com o governo de São Paulo.
- Entre as reivindicações da categoria, estão a reestatização das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, concedidas à Trivia Trens, a garantia de todos os empregos na CPTM e a aprovação do Projeto de Lei (PL) nº 730/2025 na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), com o apoio do governo.
- O texto prevê a absorção dos funcionários da estatal por órgãos da administração pública estadual após concessões.
A empresa estatal afirmou que remanejou um profissional da linha 12-Safira para a linha 13-Jade com o objetivo de iniciar a operação parcial, que estava suspensa. O funcionamento também é parcial na linha 11-Coral (veja mais a seguir).
Sobre a negociação com o sindicato, a CPTM afirmou que “eles não entendem ou não acatam o que está sendo colocado”. “Eles estão politizando a pauta. Não estão discutindo uma questão trabalhista, estão querendo discutir reestatização, o que não é uma pauta trabalhista, e prejudicando a população. O que a CPTM não vai fazer é se dobrar a uma pauta trabalhista”, disse o presidente.
Como está a operação das linhas da CPTM
- Linha 10-Turquesa: operação regular.
- Linha 11-Coral: circulação entre Palmeiras-Barra Funda e Guaianases.
- Linha 12-Safira: circulação entre Brás e Engenheiro Goulart.
- Linha 13-Jade: operação entre Aeroporto-Guarulhos e Engenheiro Goulart com intervalo reduzido.
Para diminuir os impactos da greve, o Governo de São Paulo informou que a abertura das estações de metrô foi antecipada para as 4h e 195 ônibus do Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência (Paese) foram mobilizados.
A gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) repudiou a paralisação e disse que as justificativas apresentadas pelos trabalhadores são falsas. “Ao contrário do que alega o sindicato, não há demissões em curso decorrentes do processo de concessão. Dos 4.648 funcionários empregados em junho de 2026, 2.171 seguem na Linha 10-Turquesa; os demais funcionários estão contemplados no plano de realocação englobando Metrô, Artesp, Arsesp e outros órgãos”, diz a nota.
Ao meio-dia, a CPTM tem uma audiência de conciliação com o sindicato. A assembleia para definir o futuro da greve deve acontecer às 17h.




