As convenções partidárias se encerraram em 5 de agosto, e a maioria das indicações à Presidência e à Vice-Presidência estão definidas.
Embora os eventos em formatos presenciais, virtuais e híbridos tenham passado, os partidos podem apresentar os registros até as 19h de 15 de agosto no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
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Isso não significa que qualquer candidatura homologada possa ser simplesmente trocada. A substituição de um nome aprovado em convenção depende de situações previstas na legislação, como renúncia, morte, cancelamento ou indeferimento do registro.
A margem até 15 de agosto beneficia, principalmente, partidos que deixaram vagas abertas ou autorizaram as executivas a concluirem as negociações.
O primeiro turno das eleições será em 4 de outubro. Um eventual segundo turno ocorrerá em 25 de outubro.
Leia os nomes dos candidatos para ocupar a cadeira dos chefes do Executivo:
Cenário eleitoral
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tenta a reeleição e, se consagrado, será o quarto mandato — é o mais longevo do Brasil. A convenção do petista foi realizada no domingo, em 2 de agosto.
Lula lançou Geraldo Alckmin (PSB), o atual vice-presidente, à reeleição em sua chapa. A convenção do PSB ocorreu em Brasília e contou com a participação de lideranças da sigla e alinhados à base governista.
Pesquisas recentes, como a Genial/Quaest, mostraram Lula na liderança da corrida presidencial, mas apontam um crescimento do segundo mais bem colocado, Flávio Bolsonaro (PL). O sucessor do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi escolhido pelo pai para suceder a luta contra o petismo.
A oficialização da chapa e o lançamento a vice se deu na quarta-feira (7/8). O escolhido foi o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), ex-promotor de Justiça de Alagoas. Ele foi também relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investigou as fraudes do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
A intenção da composição bolsonarista é investir contra os recentes desdobramentos envolvendo o INSS e Lulinha, apelido de Fábio Luís Lula da Silva, filho do chefe do Executivo.
Esta é a segunda eleição presidencial do terceiro mais bem colocado, Ronaldo Caiado (PSD), ex-governador de Goiás. O primeiro pleito dele foi em 1989, na primeira eleição direta da redemocratização. Chegou a enfrentar Lula nas urnas, mas nenhum dos dois foi eleito.
Assim como os demais candidatos, à exceção de Lula, Caiado lançou chapa “puro-sangue”. Significa que o candidato a vice é do mesmo partido. O indicado é o presidente nacional do partido, Gilberto Kassab (PSD).
Romeu Zema (Novo) aparece no quarto lugar. Esta é a primeira corrida eleitoral dele. Em 2018, foi às urnas e conquistou o governo de Minas Gerais.
O vice de Ranan Santos, concorrente do Partido Novo, foi definido na terça-feira (4/8). O senador Eduardo Girão (CE) será o número 2, também na chapa puro-sangue. A sigla não conseguiu, assim como as demais, fechar alianças.




